história de uma subple

gostaria de ter anotado, para depois lembrar, as tantas lições deste período: e tecê-lo, extrair dele um fio narrativo, com que enfileiro nomes como personagens em uma história envolvente. levar o leitor (como num passeio) adentro de minhas memórias registrando aquilo que vejo: tanto aprendizado de fazer isto. e de reler e reler e aprofundar a escritura com todo os outros modos possíveis
encontrar M. como um grande encontro, com alguém que vibra uma energia que eu sinto ser parecida. na minha posição é muito raro, e sou coberto de estigmas - mas de minha parte sigo acreditando que estou vivendo a revolução, alguma forma de ação planejada e continuada, uma tendência permanente que imprimo ao mundo
hoje vendo as classes populares se pararem e quererem se linchar enquanto eu passo de helicóptero (era um taxi) e me entedio, vamos com isso, isso não tem nenhuma relevância) com meu nariz altivo de grão-fino, burguês, burguês ao inferno (é preciso simplesmente tomar consciência disso, não ficar negando, tomar consciência e atravessar ; reconhecer o poder e usá-lo
coisas que penso
M falando dos suburbios, itaoca, sao gonçalo (para marcela: magé é depois de itaboraí? e como é o aquario? (enquanto luciana sarcastica acida falando dos veleiros
historia de uma subple
falar de L como o centro: o subchefe, sua so-Çobralização
falar de S como o centro: o rei momo, o visionário (a depender de mim - falar de A)
falar de K como a insubordinação, o espelho da inveja a priori
falar de C como a aliança (e a rebeldia, o único que votou nulo)
falar de R a quem eu esperava me aliar
hoje a reunião foi boa de pensar pegar dados x interpretar dados x desenvolver software. isso foi K
historia de K: como eu o reprimi - os seus projetos do site, fui entrando como uma tesoura; propondo uma aliança subordinada a mim.
e daí à história de C em oposição: o subordinado, o obsessivo da subordinação: católico demais em oposição ao mini-maçom calvo de 23 anos, Miguel Pereira. L e Petropolis
e eles se ajudavam, alias
historia de J como o inimigo, e que continua hoje como um enfrentamento permanente, uma guerra de guerrilha sem guerra declarada. como no pacto que fiz com ele naquele "show"
ah, historia de B: tao dificil de conversar: uma aliança tão subordinadora: e quando me desmerece - e a relação com o desapego disto, mas a vontade da distância - sua parecença com a ideia de um imperador, de um poder moderador visionário entre as oligarquias de imbecis capazes
e minha (nossa) teoria de que não somos imbecis, e de que o planejamento está uma merda
hoje na reunião afirmando em meio a todas as criticas contra minha relação com mip, de que mesmo que eu não tenha alardeado "como deveria, como um adulto faz", eu tinha sim resolvido por mip o complexo de óleo e gás, e o complexo de infraestrutura, assim como um grande eixo do mar. e tinha preferenciado a complexidade: fui eu que levantei a bola dela. historia de A: meu processo de agora pedir para fazer a NT de mip, assim como recorri à G-LP/Alerj para inserir meu nome na cpi
o atrito inicial com o M.
a amizade com a M, que um dia me chamou a almoçar e era justo o que eu estava só na rua.
todo o calendário de almoços, marcar um junto, quando pensado em sua regularidade é realmente uma definição de ciclo; de ser; de existência real, contínua


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excentricidades: estourar e desabafar detalhes pessoais de vitimização mesclados com muitíssima vangloriação em paralelo a uma produção de dúbio valor, sempre incompleta, crescente e proliferante mas jamais com alarde - como que crescendo pelas beiradas, formando alianças, se expandindo em um trabalho COLETIVO (este o meu ponto de vista) em paralelo, em suma, a uma produção quasi-anônima (uma pessoal difícil de quantificar, pois de alto multiplicador sistêmico) (ou de multiplicador anônimo, de invocar a voz da noite (a luz do vazio) a forma real (mas eu já sabia de antemão, era a matéria enformada, a matéria de vestido)

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aquele texto do barthes então: a morte do autor
como a grande referência : escrever flertando com a voz do anular-se: descobri-la, o abismo (que seria então atravessar o nada e revelar o princípio genético.