Voltar do evento dos comunistas e bam em dois dias o garoto pegou uma febre braba e minha mulher está descabelada exausta que só faz cuidar de bebê há dois dias e é exaustivo demais sozinha e como fazem as mães donas de casa meu deus. Eu chego ainda com pique recuso dar frutas estou louco por pequenos alívios dessa lida foda, e agora no fim da noite exausto tentando botar o garoto pra dormir umas duas horas nisso. É um baita choque de realidade para meus planos vagos de multiplicar meu trabalho por mil supostamente rumo à glória do chão de fábrica. Ah Alerj parece cada vez mais aleatória, mas também tem seus prós e eu estou me debatendo com essa questão ininterruptamente há dias e dias. Pode ser ano que vem? Eu preciso de uma transição foda na Gazeta, encaminhar legal esse jornal pelos patrocínios, pelo ano que vem, pela distribuição e tudo, ir fazer oficina (pausa para encaminhar isso, e atiçar vidi caru com discurso anarquista, ficar pensando na gente ser comunicação popular, o trabalho de base real para construir a saída a esse fim de mundo... enquanto ninguém acredita no nosso trabalho, é incrível, ainda que vejam ele ser tão diferente de tudo, elogiem, quando falo de carreira, de rumo pessoal, ninguém acredita... é muito incerto mesmo, mas acho tão doido isso. é bonito também)
Gosto que esse dilema da Alerj não passa, em princípio, por sufocar a Gazeta: o dualismo que faço, talvez ilusoriamente, é com o doutorado: a Gazeta vai abrir umas 15hs por semana, é o desafio da delegação, da consolidação. Mas quem vai ocupar essas 15hs?
E aí hoje com Lopreato me acordando para: ninguém estuda o fiscal. Todo mundo sabe que é o centro, algumas pessoas querem até se aproximar pra saber mais. Mas não tem ninguém nisso. Me acorda um pouco para as ilusões de que haveria grupo de pesquisa... E que o pólo academia é muito mais meu autodidatismo, eu ficar estudando coisas, me tornando especialista sinistro em: teoria do desenvolvimento regional, e também tretas das iniciativas industriais no Rio, e também ciência política do "marco de poder" carioca, e também as bases de dados fiscais afinal de contas... isso só na tese, e também teorias da dívida pública em geral. Tenho muita coisa a estudar, a arrumar e publicar. Matérias a fazer, ok, respeito a ganhar com professores, ok, brigas a comprar, ok, alianças a forjar com gente de outras universidades... Dá a preguiça do meu ranço contra esse mundo acadêmico alienado, sim. Não dá pra negar isso... Fico marginalizado, como com os comunistas, fico com os acadêmicos.
O argumento que está vencendo é: a gazeta está em momento crítico, não dá pra eu ser tomado totalmente por outra coisa. Não é o momento certo de "forçar" uma redução. Não que seja fácil dizer de momento certo, mas certamente agora não é, quando tem tanta coisa em germe. E eu realmente sinto falta de estudar, de refletir - e não de trabalhar mais ainda num operacional.
Tudo se encaminha contra "entrar agora", mesmo que "saindo ali adiante". Fica a ideia
- "me façam freelas" ou
- "me contrata ano que vem" (faz sentido?) ou
- "me contrata agora muito light".
Mas mesmo esse último, que seria a conciliação da conciliação (pegar só o bom da Alerj, contatos vivência, sem o ruim, tempo), me assusta um pouco.