Guerreiro,
é o nome do meu cavalo
Guerreiro
é o nome do meu cavalo

O Marquês de Albatroz fincou a sua bandeira de galinha. Está fundada a Ninharia!

Estatuto Um: Seremos anarco monarquistas.

O Marquês de Albatroz se chicoteava, deliciosamente

Ele cavalgava, centauro,
a sutura de seu corpo de homem
com as patas do cavalo.

Guerra: O estatuto do chicoteamento define as formas de guerra.
A federação de anarquias, como forma maior, consultará os trabalhos dos membros informes.

Alta fronte do centauro, armada da lança e do escudo, centauro em guerra, imperando sobre as patas velozes. O equilíbrio da justiça com o envenenamento, o ferrão.

Dentre a flutuação do raio e do azar, brilhar como um sol negro no segundo centro da nossa rotação.

-
Albatroz André Aracnídeo

Hermetica

Seria possível apreender a ideia que um pagão do mundo helenófono (que falava grego) instruido sem ser particularmente letrado, se fazia de sua relação atual ou potencial com Deus? E se ele não tinha uma ideia precisa sobre isso, como poderia se fazer uma? Onde poderia encontrar um mestre, e em quê sua relação poderia constituir?
Existe um corpo de textos filosóficos, facilmente acessíveis, que, sem provir do meio elitista dos círculos platônicos, não reflete menos modelos análogos de pensamento e experiência. São os texto designados sob o nome de Hermetica - um conjunto de tratados compostos no Egito romano e atribuídos ao deus Hermes Trismegisto assim como a outros membros do seu entorno, como Asclépios. Ao lado desses textos, existe um corpo de Hermetica "técnicos" tratando de magia, alquimia, astrologia e outros ramos do que os eruditos modernos gostavam de chamar "pseudo-ciências".
Graças à tradução latina de 1471, o Corpus Hermeticum se tornou objeto de fascinação para os eruditos da Renascença, que concordavam que Hermes Trismegisto havia sido, senão um deus, ao menos um sábio semi-divino que havia vivido na alta Antiguidade e que havia pessoalmente composto, em egípcio, os diversos tratados que circulavam em grego, latim ou árabe, sob seu nome ou em relação com ele. Um dos marcos da ruptura entre o ocultismo da Renascença e o racionalismo científico da nova era foi justamente que a datação destes textos passasse a situá-los no século I d.C. Hermes veria sua reputação diminuir pouco a pouco até se cair na obscuridade por três séculos até 1904, quando se inicia um debate apaixonado sobre suas origens, influências e contexto geral.
Em 1945, a descoberta de uma biblioteca de textos gnósticos em língua copta nas proximidades de Nag Hammadi...
A história social é indispensável se queremos situar as ideias no húmus da realidade cotidiana onde elas surgem seja como expressão de uma experiência seja como sedimentação de uma tradição. A verdade, para os hermetistas, não era o tema para pesquisas eruditas que poderia ser objeto de uma discussão nas páginas de um tratado filosófico, mas uma visão e uma força desempenhando um papel determinante nas suas vidas pessoas. Não podemos nos reduzir a enumerar as dívidas intelectuais dessas relações.
Chegou enfim o tempo de responder à ruptura com o ocultismo e nos perguntarmos quem eram os homens e mulheres dissimulados sob o nome de Hermes Trismegisto, e como sua busca por Deus se articulava com sua experiência cotidiana.
O hermetismo não era senão uma dentre várias correntes de pensamento não elitistas provindas da filosofia grega
isso é questão pros deuses

estou mais interessado
em magia
nos mitos antigos, nas histórias de imaginar

se vierem
posso acabar lutando
sou um irresponsável
me lancei a uma causa de alegria

estão com medo de serem vencidos
me dizendo herdeiro de vitoriosos
vitória do quê? desse mundo mesquinho que vocês idolatram?
como si estivéramos num banho de alegria
(mas estamos... quem não está é quem me fala isso
prefiro continuar vivendo a alegria
a esperança
a vida num mundo que vai dar certo
mesmo que demore mil anos

hoje só contam histórias de pessimismo
de que é o fim


post scriptum.
mas e a guerra contra a injustiça
a revolta pela alegria


QUEM É DESTRO AINDA PODE SER CANHOTO. Usar a mão esquerda é ótimo é brincar de criança é ficar o dia todo sendo bonzinho com a mão mais nova. Ajuda no equilíbrio nervoso, e até na postura. Você se acalma, se distrai. Fica mais presente no gesto e consciente do espelho e da simetria.

Somos caranguejos, uma mão imensa deformando o corpo inteiro, uma metade gulosa e a outra morta, fria, inconsciente. Armadilha de polarizar o terra-céu no meridiano dos braços. Desde a língua caminhar da esquerda para a direita às roscas de garrafa abrirem no sentido anti-horário, tudo conspira para a maestria dos destros.

Não à ambidestria, sonho de eliminar o canhoto. Quero é frequentar a humilhação de ser uma mão mais fraca. E se com dificuldade ainda assim abro a garrafa, me ensabôo, corto a cenoura, clico o mouse, deixo a nu o vazio do império destro: em toda sua pompa e delicadeza, sua facilidade e rapidez, o direito me ausenta do corpo. A mão esquerda me traz à terra, e melhor, me revela o terra-céu de ambas. 

Este ir e vir da referência entre os lados me alinha ao eixo terceiro, atravesso a encruzilhada de dois passeios: Libra, a balança, a regra da igualdade entre as mãos. Toda canhoto experimenta um pouco disto em nosso mundo direito. Libra, os dois pratos que são as garras do Escorpião: do eixo celeste das mãos ao ferrão envenenado.

Ar

O sonho é uma realidade paralela... é o verso verdadeiro dos lugares. É onde descobrimos coisas, contato com deuses...

O prédio tem seu duplo no sonho, que se impõe a todos. O terraço do meu prédio, aquele chão sobre a nossa morada ao céu livre, nosso aulé - a origem da palavra aula, o terreno aberto ao céu - o aulé das nossas casas empilhadas. Esse aulé tem um duplo no sonho, ao qual voltamos em várias noites e que ressoa nas nossas raras idas àli.

Acordei e havia estado num lugar que já visitara noutras noites. Lugar poderoso, do elemento ar. E este sonho foi regido pelo elemento ar, que rege em mim toda uma cadeia de faces. Não querer ficar em lugar fechado. Amar o aberto. Ventiladores maravilhosos.

Podia voar, e o vôo é sempre difícil, às vezes subo, às vezes mal saio alguns palmos do chão ou só nado na atmosfera, preciso estar com uma confiança precisa no ar, na leveza. Estar regido pelo elemento.

Mas nesse sonho subi até o topo levando amigos subi reto, sem vento, só correntes de gravidade. Correnteza de gravidade. Pegar o elevador com meu amigo gui e dentro dele voar reto para cima, os andares passando aos milhares até de repente inclinar o percurso, e o cubículo do elevador se expandir em uma esfera. Levei o gui lá em cima, arrebentando os tetos até esse terraço imenso, o topo do prédio com vários níveis de terraço. Enormes construções de concreto que se erguem depois das nuvens em arquiteturas gigantescas, e voar ali no meio (voar é tão perigoso,é algo com a respiração, o frio do umbigo).

Acordei saudoso da realidade, da boa nova. Lembro já ter visitado essas arquiteturas sobre o prédio, imensas e desertas, cidade de deuses... enormes galpões da cobertura, vazios enormes gigantescos subindo até o topo do céu e a terra apequenando e ficando um globo lá embaixo e o céu de repente se dobra em abóbada ao nosso redor cheia de furos redondos, colcha furada do fim do universo onírico, e entrar num furo seria sair para outro real - no planeta do sonho universal não existe espaço sideral, é algo mais primevo, elementar, há o céu e fim.

Escolhemos descer dali do mais alto topo e vamos por um efeito de lentes saindo por dentro das cenas do topo da hierarquia dos poderosos / numa festa dos muito ricos o primeiro-ministro cheirando pó. De dentro do elevador esfera, tamos entediados  lançando bolinhas de tênis dentro de trilhões de espelhos que caem na câmara presidencial ora toda esburacada por estes portais, nós zombando deles e a côrte dos dominadores em reunião de emergência, desarmada.

Descendo do topo do céu além-prédio, descobrir um palácio redondo de muitas portas, as sacadas dos andares voltadas para dentro para esse vão cilíndrico que elas contornam em espiral: mesmo palácio que os reis, luís XIV e tal, visitavam em seus sonhos há tanto tempo; ora esquecido, abandonado. As portas dão em galerias de bichos, de insetos, ou estão vazias, abertas... e em alguma delas estão guardados os antigos pactos antigos acessos simbólicos ao elementalismo do mundo (os deuses são a superfície dos elementos acionados em chaves com os livros do mundo).

E nesse lugar do sonho universal, o palácio das portas esquecido, os reis foram e fizeram pactos profundos que ora operam perdidos, alianças, anéis pulsando dentro de certos quartos no verso noturno do mundo. E num repente vejo aquele amigo taroísta apontando o Stromboli elétrico-demoníaco em que se colam caracóis, conchas, os fluxos de energia magnética (e vejo as dobras rosadas de sua pele de porco).

Falta forjar o anel profundo que está rompido, fundir um pacto muito profundo nas entranhas do solo do inconsciente universal e trazer à superfície da consciência o anel, a ligação evidente, a união entre noite e dia. Esta operação profunda, elemental na fusão da união que está rota, li no mago de terramar há 17 anos, sou eu.

Gosto bom de enfrentar o leviatã pelo símbolo: e o sonho não é real? se luto nele a grande batalha da primavera e volto purificado e certo nas energias, trago comigo efeitos reais da jornada onírica para o dia.

Poderosa visita à pirâmide incal branco onde vivo.

Gallo-romanos

Sou Luís XIV adentrando os pórticos imensos e cobertos de estátuas de pobres segurando estátuas de santos e anjos segurando estátuas de cenas bíblicas, caminho sobre o tapete vermelho para minha coroação pelos bispos e cardeais e papas do divino feudal nestas galerias altíssimas. A catedral é oca e ressoa os passos, nossa voz é reduzida aos murmúrios e somos tão pequenos, apequenados nesta dimensão comprida, nessas câmaras acústicas e ar límpido e parado.

E quando vai dar as seis da tarde ouço um lamento, um canto piedoso que preenche o vazio inteiro daquela catedral de reis. E seguindo essa voz, encontro um punhado de fiéis ajoelhados ante a estátua da mulher com a criança, da jovem mãe, e é um senhor ajoelhado, uma pessoa comum, que canta com voz grave e ecoa por toda a igreja. É a fé, e ali aquele lugar é humano e sagrado.

Todos que moram por perto respondem às nossas perguntas dizendo: essa catedral, não é a verdadeira, é uma reconstrução e a cidade é inteira falsa, foi morta e é apenas uma reprodução. O rancor vivo, mas essas pessoas, esses velhos repetem um trauma que não viram, todos nasceram após o cataclisma ancestral. Só conheceram a majestosa reprodução, nunca viram o fogo ou as bombas dos seus avós. Mas por toda parte, há túmulos, marcos, e o mapa diz simplesmente: monumentos aos mortos. Em cada pequeno vilarejo, comuna, pequena vila de casas camponesas - desses camponeses ricos que fazem vinho e queijo e champanhe finíssimo há dezenas de gerações, artesãos do luxo da côrte e da aristocracia - perto de cada igreja ou mesmo nas casas onde viveram as pessoas há placas registrando, algo que faz 70 anos: fuzilamentos e bombardeios e assassinatos e perseguições dos seus antepassados. Patriotas - fuzilados por estrangeiros - são os personagens destes marcos onipresentes, rodeados de rosas e bandeiras.

Eu lia um livro mórbido, da estátua rocha imortal, da necrópole que jaz nas entranhas da metrópole: e um conto das catacumbas e ossuários dos pobres, removidos de cemitérios em grandes obras e empilhados em prateleiras e prateleiras nas galerias subterrâneas sob a Paris de monumentos; a cidade morta-viva, edifícios da memória petrificada, colunas e pedra e pedra e pedra lapidada pelos pobres sem nome e erigida em ídolos eternos. E seu fascínio pelo Egito, Napoleão saqueando faraós daquelas civilizações milenares dedicadas à construção de túmulos, povos inteiros escravizados no deserto ácido para erguer as maiores homenagens à morte que já se viu. E o conto do cemitério de criptas e mausoléus nalguma cidade egípcia que foi reinvadido por pobres e favelizado, os nomes dos mortos riscados e substituídos pelos vivos que agora ali moram, e a polícia adentrando a necrópole para correr sangue por cima das lápides esquecidas. Cidade morta-viva petrificada na sua realeza inumana.

E nas beiradas da cidade vemos surgirem edifícios mil mais altos que a catedral ou o arranha-céu dos bancos: monumentais contêineres, majestosos galpões em série, um atrás do outro iguais: caixas quadradas altíssimas sem nenhuma pista do que contêm; às vezes um cilindro imenso, uma torre cilíndrica ou cinco torres cilíndricas e um tubo colossal dando em mais galpões. Festa da geometria pura, da forma sem conteúdo, metálica, paredes finas e vazias, concreto até o céu ao lado de montes de areia derramada, dunas de brita, de grãos ou algo minúsculo a granel, matéria amorfa; ao lado de pilhas infinitas de grossos canos de concreto, de material de construção e o vazio, ninguém habitando, imensos castelos de formas vazias.

Seguir e de repente cruzar com outro daqueles campings, parkings, não sei que nome dão, longo gramado coberto de trailers e trailers e trailers brancos todos brancos ou cinzas, trailers brancos e toldos cinzas e carros brancos e caminhonetes cinzas a perder de vista, cenário impressionante do quê? duma favela nômade? mas não são ciganos, são pequeno-burgueses sem grana para a terra cara para as construções aristocratas de pedra lapidada para os monumentos à arquitetura dos reis. É isso o camping deles, imenso estacionamento de carros e os carros ocupam a cidade inteira, tantos tantos carros bonitos novos de última geração por toda parte. E os prédios baixos e a população pouca e as ruas largas dos aristocratas e por isso os carros em enxame povoam cada quadrado aberto e são enxames de metal agressivo. A população de carros e carros e carros, e eu tenho sonhos dos carros guinchados copulando e procriando e tomando as ruas em um fluxo sem objetivo que não circular o aço polido e a fumaça. Por quê não têm os carros uns bancos de praça em seus capôs? e aí teríamos bancos por toda parte e a cidade seria alegre, e não um estacionamento gigante. Só vi barracas de acampamento foi sob os viadutos, os sem-teto e sem-carro e sem-barco vivendo acampados sob a ponte.

Eu fiquei tão triste de descobrir que eles vivem sob ditadura, que o meu rancor colonizado não tinha tanto alvo, que é uma mentira que eles se contam, de que são reis, a côrte linda do rei sol aristocrata em seu gosto pelas altas artes. E se as colunas imperiais dão abrigo a mais uma agência de seguros e sob os arcos centenários há a moda americana e as butiques padronizadas iguais às da minha terra natal, nada exibiu tanto o contraste do que ver num restaurante metido uma tela passando jogo de futebol emoldurada por um arabesco de ouro ricamente trabalhado, a fôrma da aristocracia para mais consumo padrão, em série, de um mesmo sistema que atravessa todo o globo.

anarquia, rascunho

Ditos "liberais" que passam a debochar da planificação e dos desejos cegos de controle que os "socialistas" exibem, fechando os olhos para a natureza internamente planificada de toda firma. A firma contrata trabalhadores e deixa-os submetidas a salários, remunerações padronizadas, enquanto os detentoras de seu capital se expõem à sorte ou ao azar do mercado. << Seria um modo de produção autogestionário se todas os trabalhadoras. ..


>> 1.  eu produzo
2. eu  compro de gente que vende; sem saber como produzem
2b.(eu produzo e vendo)
3. pago alguem pra produzir (e vendo)

>>qdo  alguém aceita ser contratado e deixar outrem vender, se diz q é uma relacao capitalista: há uma separacao da cabeça (que vende) das maos

"A relação não planificada é a relação de comprar um produto no mercado: aceitar pagar um preço sem se preocupar nem se arriscar. Se o preço ou o risco é alto demais, faço estoque, tento produzir, me aliar a outros para formarmos uma sociedade de produção, enfim, domesticar, internalizar na firma a atividade externa. Contratar trabalho assalariado para produzir para outrem é uma relação de direção e não de livre venda do que se produz quando, para produzir, se requer o capital para dar forma à mão de obra bruta, desprovida do acesso à produção de valor."

Uma empresa capitalista surge quando a mão de obra bruta pode ser submetida à mão de obra detentora de capital (diretores) para produzir valor sem que possa por si mesma acessar o capital e produzir o valor em outra relação hierárquica. << Por exemplo autogestionária, e daí a falta de uma tradição administrativa de autogestão, tecnologias sociais, pensamento político sobre a organização de formas detentoras de capital que promovam a sua dissolução.
<< a Empresa capitalista tem incentivos a promover a reiteração da sua formação capitalista

O anarcoliberalismo é contra o colamento entre planificação e desigualdade de acesso a capital, onde apenas o capital planeja e todo planejamento se torna capitalista. Deve haver a dissolução do capital (desigualdade) por haver planejamento distribuído. Uma instância centralizada de planejamento deteria poder privativo sobre as outros e não seria uma relação anárquica e por isso deveria caminhar no sentido de sua dissolução. 
>> O anarcoliberalismo institui que todo capital deve ser orientado para sua dissolução, para que haja abundância e acesso livre à escassez que ele (capital) representa.

A ação direta do anarcoliberalismo é atacar o capitalismo incentivando os trabalhadoras que se sentem submetidos ao poder de mercado dos capitalistas a assumirem o controle da atividade produtiva de formas que integrem(...)

A mão de obra é sempre bom externalizar, pois os trabalhadoras, desprovidos de todos os poderes de mercado, podem ter seu preço depreciado: quereriam eles internalizar esse seu comprador de serviços, mas não conseguem, submetidos que estão à falta de capital: falta de acesso à criação de estruturas sociais de domínio do mercado: sindicatos, sociedades de controle de preço, internalização, planificação social, domínio de mercado.
(ou estes só surgem nos lugares ruins? pode haver ultrainchaço dos sindicatos? (a resposta iugoslava: que há capitalismo de sindicatos, não estatal)

Pela anarquia como princípio! Anarquistas são as pessoas que seguem tal princípio, não simplesmente as que se declaram anarquistas. Por isso contra anarcoliberais sem crítica do capitalismo a ponto de aceitar também o nome anarcocapitalistas. Respeitando o capital, acabam traindo seu liberalismo econômico aceitando o direito autoral, a patente, e, no limite, a sustentar a propriedade coerciva como estado econômico ideal,
- e não a anarcoiniciativa do roubo e da produção livres. Uma economia da dádiva onde se dá de graça tudo em abundância e por isso se ganha tudo gratuitamente: uma anarquia liberal. Anarquia como vitória sem coerção, sem figura coercitiva remanescente.

Uma estratégia de luta: materialismo da anarquia. Em cada questão, atentar primeira e sobretudo à situação material de coerções atuantes e se orientar pelo movimento de dissolução igualitária do poder (anarquia). O poder remanescente, o centralismo do movimento, como um foco em revezamento, onde há uma pulverização de centramentos que mutuamente cancelam seus desníveis formando apenas um relevo, uma textura de fluxos de poder e produção se harmonizando.

"Daí terceirizarem, tornar franquias as partes subalternas das lojas, não se arriscar junto mas ao contrário, extrair o máximo sem se expôr ao risco e garantir os pagamentos e a submissão às greves e aos sindicatos (que no limite parecem poder ser ditatoriais também,
- lembrar na iugoslávia, comunistas não alinhados aos soviéticos, fruto de uma guerrilha bandoleira que resistia aos alemães e tomou o poder, instituía um estatismo de funcionalismo público pesado, assalariados absorvendo os lucros"