continuo querendo estudar a moeda... não como número, mas sem sair da economia
como sistema de medidas... tem uma antropologia das medidas? o latour?
procurei a stengers falando de galileu (depois de descobrir que ele era um grande artesão (um fornecedor) desses astrolábios quadrantes compassos teodolitos, réguas e mapas para o céu) mas ela estava mais focada no operador de igualdade dele, igualdade entre causa e efeito... (terá a ver com a contabilidade de dois livros, passivo-ativo, q revolucionou a capacidade de parear contas?)
tenho entendido que o direito (a propriedade) se organizou em cima de grandes ateliês de escrivãos, cartórios e uma indústria de produção de cópias autentificadas, selos e papel timbrado (em suma, do infalsificável, sem vazamentos) mais uns carteiros oficiais, os livros, códigos e manuais da imprensa real... nos judeus é mais fácil de ver, os rabinos estudando a lei no talmude...
e que ao lado havia grandes ateliês de contabilidade, com ábacos, mesas de conta, calendários, tabelas e pesos e conversões, balanças de precisão (e daí todo um degradê entre as regras legais de divisão do produto (às vezes ainda postas-em-abismo com bolsões internos de votos distribuídos e medidos) e as medidas dos objetos transacionados. E estes vão desde o ouro ou a confiabilidade da assinatura do cheque pré-datado até ficarem cada vez mais concretos, avaliando-se a medida das sacas de grãos, das ânforas, dos produtos a granel (e toda a história dos órgãos certificadores, dos sêlos)...
é a construção de canais sem vazamento, que permite co mércio de mercadorias (o francês dá uma dica: les marchands, ils ont marché entre les gens / ils font le marché entre les gens) em massa (produzidas em série)
essa história de liquidez... âncoras cambiais, bolsões de riqueza, solvência, vazamentos no balde... me faz pensar numa solução aguada, pouco sal de salário (de carne salgada pra durar) diluído em muita aposta, empréstimo e loteria (as reservas de ouro dos bancos emissores)...
circulação
e o sal
tentei trabalhar num banco comunitario, que imprimia moeda, na Cidade de Deus (de voluntário, por 2 anos. tenho um diário de campo... queria me envolver em outra empreitada assim, de construir e difundir conhecimento financeiro marginal)
Lá nada funcionava, nenhuma moeda saía,
Mas fui entendendo que dinheiro é sim como o dinheirinho da festa junina (com casa de câmbio na entrada, um clube de amigos, clube do assinante...)
Mas o mistério começa, com aquela fantasia de falar Finança (fim!), quando se usa o dinheiro pra combinar pagamentos futuros
ou seja, quando se fazem fiados, confiados (um fio, se ele continua, ou se ele arrebenta; os empréstimos são nós, fios amarrados entre as pessoas, sincronizando ritmos de trocas; são correias entre as peças da máquina-economia, irrigada pelo malabarismo de muitos tentando diluir seu ouro em correias sem deixá-lo vazar)
E para mudar a favela, tapar o vazamento do bolsão de liquidez, precisaríamos tanto arranjar sal quanto de conseguir com ele aguar, criar correias (de marionete) no local, entre conhecidos (ser uma agência de fiados e confiados, administrando sal em pontos-chave e orientando e educando as marionetes a taparem seus vazamentos e organizarem grandes baldes comuns)
tentei também desvendar e denunciar a moeda falsa que andam criando, esses cartões de vale-ticket
vejo sempre os trabalhadores querendo passar o cartão vale-transporte (ou vale-refeição) em troca do dinheiro; e eles são presos acusados de fraude; mas não é o salário deles? então fiquei dentro da biblioteca tentando decifrar esse imbróglio lógico que os tecnocratas criaram sem entender.
mas nunca fui muito a campo... poderia ir atrás das vans (quando o vale-transporte era papel, era livre e as vans proliferaram, mas aí virou cartão só debitável com a maquininha...) não sei...
eu não sei o que poderia etnografar-entrevistar-ensinar....
et
o q eu não gosto nesse papo, é que, quando salto de uma visão de mundo padrão, desencantado, diretamente para a afirmação de que os bush são répteis extraterrestres com poderes de sugar emoções, isso me desempodera; além de poderosos, eles são alienígenas, e alienígena, pra mim, q estava há 5 minutos na visão de mundo padrão, é um ser misterioso, impensável, frente ao qual me sinto impotente.
gosto de ouvir como que os poderosos têm crenças estranhas, e se organizam em seitas, desde cientologia, opus dei, e maçons, até simplesmente judaísmo e o vaticano... entender q há todo um contexto de instituições as mais variadas, que conferem uma espiritualidade no plano pessoal de cada um dos magnatas, e que organizam hierarquias e relações de poder, se sobrepondo às instituições mais reconhecidas (o exército, a imprensa, o governo; as corporações e bancos). e daí conhecer q algumas delas são bastante psicopatas, com ideais anti-humanistas sendo propagados e postos em prática. e q nao são só "culturais", mas "biologicas" pq são familias de pessoas, castas, divisões classistas; e q essa materialidade pesa na consciencia a cada geracao, o saber que herdam um sangue dedicado deste tempos imemoriais a um culto exclusivo, secreto; pesa realmente a favor dos ideais anti-humanos, de controle, q essas familias tem.
tentei opor meu 1° paragrafo, em que descrevi um estado de choque reverenciante frente à dominação dos alienigenas, ao 2° paragrafo, em que, em vez de ir direto ao réptil, tentei ir contextualizando, traçando seu entorno. acho necessário, sempre, ir contextualizando, a cada passo desse percurso; esse percurso de descobrirmos o quanto o poder real não é "desencantado", mecânico, algo de simples compreensão, mas realmente um emaranhado de interpretações simbólicas que se manifestam na história, nas classes que dominam, e nos fantasmas que elas invocam. mas se os maçons são misteriosos, o vaticano também o é; e se o funcionamento do congresso resulta também de um emaranhado de seitas e hierarquias secretas, isso não dá a elas sua exclusividade. eu já sabia da bancada evangélica, embora não a entenda; saber agora de maçons é só mais um na mistura; não é o crucial, inescapável; é mais uma hierarquia, em meio a tantas.
nesse percurso de descobrir as várias possibilidades de instituições de poder que a história já mostrou, das quais as nossas "normais" (cientistas, juristas, médicos) são só uma das possibilidades, dentro de uma família de que temos dificuldade de notar o parentesco, por havermos apagado todos os traços dessa história (inquisição fez um serviço sujo, assassinatos, censuras e queimas de livros; o racionalismo no fim do renascimento, outra metade, banindo do "racional" toda sua genealogia árabe, egípcia; em nome de uma razão sem história); nesse percurso de abrir essa história, não devemos ficar horrorizados com o irracionalismo dos outros, mas situar a nossa própria versão da razão, entre as muitas disponiveis; e, talvez assim, desenferrujemos o nosso pensamento simbólico, para não comprar mitos q se vendem como verdade (como o fim do mundo q desde fisicos a teólogos vêm nos vendendo).
concluindo (e está me fazendo um bem danado escrever isso, tentar dar ordem a estas ideias, e exorcizar a atração reverenciante, q me levaria a falar disso de maneira travada, como um louco isolado; até saber simplesmente me desvencilhar de algumas certezas irrelevantes, sem tanto fascínio, mas mais, com humor (o mais alto grau do conhecimento)) tento ir bem devagar com essa onda, e contextualizar muito a cada passo; talvez assim, seja mais natural falar de alienígenas, e de existências vibracionais - assim, contextualizando, qdo conhecemos mais da historia do descobrimento do globo, ou da invenção da eletricidade. concluindo! se está a ruir a visão de mundo racional q nos vendem, frente a suas contradições, e o misticismo evidente dos poderosos (e do proprio sistema, com seus ritos, seus dogmas, sua irracionalidade); devemos ir com calma ao abrir a caixa-preta da razão. ela é pandora, e todos os fantasmas da loucura reverenciante, q estão nela encerrados, podem nos invadir, sem q encontremos, no fundo dela, o brilho da alegria, do riso q nos une e ridiculariza os disfarces do poder opressor. mais do que descobrir, que o rei é deus, alienígena ou solar (ele é mortal, e foi guilhotinado, não esqueçam), precisamos exclamar, ao fim desta jornada: o rei está nu! seu poder e os seus símbolos que nos oprimem, tornaram-se ridículos, e nós rimos, em coro, vendo através de suas palavras pomposas.
gosto de ouvir como que os poderosos têm crenças estranhas, e se organizam em seitas, desde cientologia, opus dei, e maçons, até simplesmente judaísmo e o vaticano... entender q há todo um contexto de instituições as mais variadas, que conferem uma espiritualidade no plano pessoal de cada um dos magnatas, e que organizam hierarquias e relações de poder, se sobrepondo às instituições mais reconhecidas (o exército, a imprensa, o governo; as corporações e bancos). e daí conhecer q algumas delas são bastante psicopatas, com ideais anti-humanistas sendo propagados e postos em prática. e q nao são só "culturais", mas "biologicas" pq são familias de pessoas, castas, divisões classistas; e q essa materialidade pesa na consciencia a cada geracao, o saber que herdam um sangue dedicado deste tempos imemoriais a um culto exclusivo, secreto; pesa realmente a favor dos ideais anti-humanos, de controle, q essas familias tem.
tentei opor meu 1° paragrafo, em que descrevi um estado de choque reverenciante frente à dominação dos alienigenas, ao 2° paragrafo, em que, em vez de ir direto ao réptil, tentei ir contextualizando, traçando seu entorno. acho necessário, sempre, ir contextualizando, a cada passo desse percurso; esse percurso de descobrirmos o quanto o poder real não é "desencantado", mecânico, algo de simples compreensão, mas realmente um emaranhado de interpretações simbólicas que se manifestam na história, nas classes que dominam, e nos fantasmas que elas invocam. mas se os maçons são misteriosos, o vaticano também o é; e se o funcionamento do congresso resulta também de um emaranhado de seitas e hierarquias secretas, isso não dá a elas sua exclusividade. eu já sabia da bancada evangélica, embora não a entenda; saber agora de maçons é só mais um na mistura; não é o crucial, inescapável; é mais uma hierarquia, em meio a tantas.
nesse percurso de descobrir as várias possibilidades de instituições de poder que a história já mostrou, das quais as nossas "normais" (cientistas, juristas, médicos) são só uma das possibilidades, dentro de uma família de que temos dificuldade de notar o parentesco, por havermos apagado todos os traços dessa história (inquisição fez um serviço sujo, assassinatos, censuras e queimas de livros; o racionalismo no fim do renascimento, outra metade, banindo do "racional" toda sua genealogia árabe, egípcia; em nome de uma razão sem história); nesse percurso de abrir essa história, não devemos ficar horrorizados com o irracionalismo dos outros, mas situar a nossa própria versão da razão, entre as muitas disponiveis; e, talvez assim, desenferrujemos o nosso pensamento simbólico, para não comprar mitos q se vendem como verdade (como o fim do mundo q desde fisicos a teólogos vêm nos vendendo).
concluindo (e está me fazendo um bem danado escrever isso, tentar dar ordem a estas ideias, e exorcizar a atração reverenciante, q me levaria a falar disso de maneira travada, como um louco isolado; até saber simplesmente me desvencilhar de algumas certezas irrelevantes, sem tanto fascínio, mas mais, com humor (o mais alto grau do conhecimento)) tento ir bem devagar com essa onda, e contextualizar muito a cada passo; talvez assim, seja mais natural falar de alienígenas, e de existências vibracionais - assim, contextualizando, qdo conhecemos mais da historia do descobrimento do globo, ou da invenção da eletricidade. concluindo! se está a ruir a visão de mundo racional q nos vendem, frente a suas contradições, e o misticismo evidente dos poderosos (e do proprio sistema, com seus ritos, seus dogmas, sua irracionalidade); devemos ir com calma ao abrir a caixa-preta da razão. ela é pandora, e todos os fantasmas da loucura reverenciante, q estão nela encerrados, podem nos invadir, sem q encontremos, no fundo dela, o brilho da alegria, do riso q nos une e ridiculariza os disfarces do poder opressor. mais do que descobrir, que o rei é deus, alienígena ou solar (ele é mortal, e foi guilhotinado, não esqueçam), precisamos exclamar, ao fim desta jornada: o rei está nu! seu poder e os seus símbolos que nos oprimem, tornaram-se ridículos, e nós rimos, em coro, vendo através de suas palavras pomposas.
fantasia II
tenho uma saudade de jogar matemática....
mas, de números, tenho feito as contas do supermercado, decorado telefones... nada de mergulhar nessa onda de cabeça, apolo apolo... estou mt transtorneado, controvertido hehehhehe.....
nossa cara!!! vamos mergulhar fundo nas ondas!!!! é só isso que precisa!!! hehehheheheheh
ficar doidao fazendo a doideira alucinada q curte
bora fundar uma republica da maravilha ainda no nosso tempo de vida
se nao vai ser mt chato! hehehheheh
bora ficar pirando!!! hehehehehehhehe numa onda foda
san fala de colocarmos impressoras num onibus e sairmos pirolisando pelo país.
escolas ocupadas de sp, dps minas gerais........ n precisamos de mta coisa....
uma caravana das mtas doideiras, um suco de onibus
ai ai... caramba cara!!! n sei o q fazer com a doideira!!!! escrevo?? onde??? o quê????
vou cozinhar!
------------------------
talvez mais do que contar uma historia
meu prazer é de convencer os outros de algo
como um vendedor
que barganha muito
por isso eu gosto de contos do lobo mau
dos 3 porquinhos... q sao uma mensagem cifrada... q se mostram assim
ainda q no seu percurso se transformem num conto, igual uma fantasia
minha entrada nisso é pela mensagem cifrada...
fico fascinado q depois q entro, os personagens da língua começam a dizer realmente coisas por si sós
e fico eu tentando decifrá-las...
sim, toda vez que tento fazer uma ficção, ela logo me revela desafios
que afastam dela... até compreendê-los inteiramente...
sinto que estou sendo frequentemente reapresentado a toda a língua
ah!, agora que entendi... tem que começar de novo...
percebi no ultimo email que eu adoro o inicio de alguns livros
adoro os inicios... ja fiquei pirando tanto na teoria do nascimento
sem entender como se encaixa nas outras ondas... da matematica do simbolo
queria mtttt conseguir expressar essa intuição
eu nao entendo isso cara... tem coisas q pra mim sao mtttt evidentes, relacoes entre coisas... e eu fico mt puto das pessoas nao terem essa intuicao... me surpreende mt.... pra mim tem coisas tao obvias... tipo foi provado, logicamente, baseado nos axiomas q eu tomei....
tem uma parada do patriarcado pirar nossa teoira da criação
uma coisa da faísca do fogo, no combustível
a semente que a terra come
(aí o mito do fogo, roubado dos deuses, início da civilização
ou a eva mordendo o fruto)
e se proclamamos a morte do autor? acho que isso é que nem o nietzsche: deus, assim como vocês estão falando, está morto. a divindade está na outra direção, falta diana-dionísia, a terra vital. entao nós dizemos, radicalizando ao pé da letra: o autor está morto, o autor assim, como vocês estão falando, está morto. a origem da obra está na outra direção, vocês foram demais pra um lado... e a coisa é um círculo, vocês têm que poder girar nas duas direções...
eu tenho algumas coisas q eu acho mt evidentes
e q é evidente q sao parte de uma mesma realização sobre como funciona o mundo
mas n consigo entender como elas se encaixam
é como se eu tivesse três ou quatro pontos de partida, e de cada um eu pudesse crescer grandes raízes (enraizamentos de raciocínio)
mas não conseguisse integrar as tramas deles direito, para formar uma trama, um tecido
quanto mais passear através dessa construção, um personagem! um olhar
com falas... (a fala do personagem é a música do texto)
quando penso nisso, fico pensando no rio
em que o texto é ele mesmo um fio, escorrendo por entre as palavras, que desfilam ao nosso redor. que o texto é um passeio, pelo labirinto dos muros de tinta... eu te convido, a seguir um raciocínio, um percurso
que é o curso de um rio...
eu fico mutio chocado de que a frase eacima NAO é uma metafora... n é que o percurso do pensamento, do fio narrativo, "seja como" um rio... é dizer algo mt m ais forte do q isso... é dizer q o rio e o pensamento só podem ser concebidos de uma mesma forma...
a suco veias claro
foi a 9 (nove novo, em frances as duas palavras sao uma: neuf. os nove meses, dentre os doze, 3/4 do sol que é a geração do bebê, o novo) (natal: o nove é a navidad (espanhol) o natal...
obs. olha que curioso... estamos eu e vc caminhando agora pelas palavras da letra 9, um ponto nessa paisagem imensa que é o dicionario, o mar da língua... estou de apontando o 9 de novo, e passamos por ele (o texto é um mapa), querendo cruzar o rio do V (noVe) para o do S (naSCimento) ou T (naTal) ... e qdo falamos do espanhol, distante, vemos que o V de noVo noVe está mt mais próximo de outra palavra: nave...
navio, navegação do nove novo
durante mt tempo a palavra navegação foi carregada pelos povos de um significado mt potente
nossa lingua foi sedimentada por alguns milenios cara
ela é a maior ruína viva, em q podemos passear a descobrir traços do pensamento antigo acumulado
e armadilhas, e becos sem saída
e chaves, respostas... soluções
eu queria descrever esse metodo do pensamento-passeio pela etimologia, pq ele se baseia mt nas etimologias, nos parentescos das palavras, de forma q me parece q qqer pessoa q usasse esse metodo, concordaria comigo em varias interpretacoes...
vc percebe? eu quero provar coisas... como um cientista... um arqueologo, talvez, seguindo a metafora da ruina (acho que é uma metafora mesmo, a palavra nao é de pedra, ela é de ar ou azul) ou um astronomo, tentando compreender os traçados dos astros, espelhá-los, aprender com eles a partir do ensinamento que eles evidenciam... entao esse meu projeto de uma enciclopedia da palavra seria o equivalente a um globo celeste...
só q a palavra n está nos céus, ela está no globo terrestre. eu fico falando sem parar de capitalismo e história...
estou meio viciado na palavra capitalismo... ela é mt boa!
marx-marte (etimolando com moisés) o A contra o E de merx-mercúrio-mercado
(essa última linha foi um procedimento de análise etimologica de Marx, que eu batizei de "desenhar o mapa astral da palavra": entender de que signo ela é, quem são seus parentes, de que astros ela sofre e exerce gravidade, criando um pêso que aumenta a constância dessa raiz etimológica através dos séculos)
por ficar só construindo essas grandes catedrais de luz na cabeça (fico decorando o mapa, querendo me aperfeiçoar para quando for conduzri alguem por esse percurso, seja falando, seja escrevendo...) eu nao sei bem como fazer isso q vc diz! criar uma fantasia!! eu realmente "nao sei", nao sei a resposta, como que isso se encaixa nos meus outros dogmas da liberdade de lingua...
e qdo eu "nao sei" uma coisa, n consigo me relacionar direito...
daí fico usando esses truques: vou escrever um email pra vc, vidi, vou te alugar como orelha. enraizamento: a fala (ar) já tem ponto de chegada, destinatário (o rio vai desaguar em um mar, fechando o círculo para q se possa voltar e voltar e voltar, num eterno retorno) ... o idjahure q me contou a seguinte: nietzsche escreveu o nascimento da tragedia (essa maravilha de 5 paginas no início!! sobre apolo e dionisio) como uma carta endereçada ao richard wagner, aquele compositor fodaço q geral (baudelaire, nietzsche) louvava mt
como escrever uma fantasia?
preciso antes descarregar esse livro, q esta na minha cabeça. ainda tenho essa ilusão: de que vai sair, vou colocar toda esta catedral no papel, e depois estarei livre para passear por ela.
nasci com o sol mt forte, estou fascinado com a ideia da primavera, com a astronomia do sol, com o calor, a nudez... (o porquinho da palha, o índio; o éden de adao e eva... a terra prometida, o sol carinhoso)
o ouro é o elemento associado ao sol, o ouro brilha, e centraliza a riqueza, acho q por estarmos ofuscados pelo ouro, sem conseguir enxergá-lo, estamos por tabela sem conseguir enxergar o sol. há uma grande batalha rolando, pelo fim da primavera: q este inverno do mundo será o abismo. mas temos q proclamar a volta do sol, e instaurá-la.
mas qdo penso assim, fico com medo.... o sol já foi o rei absolutista frances, o Luz, desculpe, Luís XIV... a galera ficou tao puta que guilhotinou o neto dele, como um reflexo: a cabeça da sociedade inchou mt (reinado deferro) entao decapitamos o represnetante corporeo dela, achando q isso ia resolver... mas as cabeças do capitalismo ja estavam sem corpo ha mt tempo...
uma grande hidra...
cara eu tive um sonho
vou te contar, puta merda
cara eu tenho uns sonhos mt drásticos, sabe
em q mergulho nessas simbologias todas q fico te contando... mas na verdade saio mt impressionado, com umas imagens mt fortes... e fico com as desconfianças de que os sonhos nao sao só da minha cabeça (alias, q ideia estranha, "da minha cabeça"... para nós q nao entendemos bem o q sao os deuses ("do jeito q vcs estao falando, está morto"))
no meio da noite acordei... fiquei de olhos fechados um tempao, me dedicando a lembrar cenas, mas devagar, por vezes escolhendo se tentava realmente lembrar aquela, ou se era mais importante algo outro, (importante PARA MIM, eu acho q "lembrar" o sonho é tecê-lo, é um gesto muito ativo. pq o sonho na verdade é uma nuvem, é uma ebulição de raios-rizomas se interpenetrando. e qdo despertamos, qdo narramos, esticamos esta nuvem, formado um percurso, um fio (o rio eclode do lençol freático numa nascente, a boca escorre um rio de palavras)
(o sonho é um corpo de veias se fechando (na suco 9 nos só ficamos furando as veias (ate furamos nosso dedo) e cruzando elas, sem perceber q as veias se fecham com arterias formando um circulo: circulacao: a suco 8 da cobra se engolindo, o todo circular... o sonho é um corpo e qdo abrimos a boca e abrimos os olhos o tempo começa a escorrer entre essas duas aberturas, e com ele o sangue daquela luz engarrafada, as lembranças do sonho...
dps me levantei no escuro, pra n acordar a johanna, peguei a mochila com caderno e canetas... uns casacos... e fui pro banheiro (a 1a vez q eu fiz uma expedicao assim pro banheiro foi no mexico, 2011... ou talvez tenha vezes antes... me esconder pra anotar algo, isso eu ja fiz mtttt, é um gesto tao estranho...)
fiquei uma meia hora no tapete do banheiro escrevendo e tentando desenhar algumas imagens poderosas...
sabe, eu tiro grandes ensinamentos desses sonhos (digo desses especiais, principalmente (principescamente), esses q pra mim sao grandes revelacoes, e q eu tenho 1 ou 2 por ano)
algo q eu comparo àquela onda de ayahuasca... eu só fui 1 vez... e n sei... foi mt silencioso pra mim... vcs falavam mt de revelacoes, n sei vc, o daniel falava... e pra mim fora mt silencioso...
só me dava mt certeza de algumas coisas mt pequenas... como auqeles pontos, de q falei acima, a partir dos quais eu tento traçar raízes de raciocínio... esses furinhos minusculos como estrelas numa cartolina negra, pelos quais entram linhas de luz q são os eixos por onde o mundo se mede
mas tenho mttttttttttttt medo das religioes q se apresentam, e de como entendemos o mundo de conceitos q gira em torno de religiao...
tenho essa mta certeza: temos q tomar mtttttt cuidado com as palavras... estamos vivendo uma herança de pensamento q nao é nada legal, sao milenios de treta se acumulando ate chegar a essa utopia impensavel da treta... o q ta rolando hj era inimaginavel ha 50, e o q rolava la era inimaginavel ha 150 e assim vai... digo em termos da lingua: a lingua está vesga, ofuscada em varios pontos, mtos pontos cegos, mta surdez
gosto de usar a palavra lingua, confio nela: é uma parte do corpo... uma parte mt doida e engraçada!!!!
puxa obrigado cara.. n sei se vc vai ler isso, mas eu certamente vou imprimir e te dar pra ler
e varias partes vou recortar e tentar integrar nesse livro q estou tentando formar, após o qual estarei mais livre
a catedral de luz, o mapa astral da língua
acho mt doido isso de recortar... essa nossa pira
jo kem po!
tao simbolicos esses atos! nao acho que isso seja leviano. a filosofia do ato diz mt
passei ontem o dia todo lendo a dissertacao do bruno (ou eu deveria, por lei, dizer: o autor do teu corpo. mas esse deus, está morto)
ele conta de varias experiencias pessoais, esculpindo, tocando violino, fazendo pao, indo no museu e dando um peteleco numa escultura móvel q tava parada, marionetando, principalmente na rua.... e ele tenta conceituar isso, dizendo q todos sao manifestaoes de uma mesma postura em relacao ao objeto... fica pirando na palavra "inanimado" e no que é "animar" algo, ânimo da alma (e o violino tem uma peça chamada alma)... tava gostando!!
bora gastar mta onda cara!!!!
porra volta e meia esbarro num adulto q ta gastando mta onda ha decadas e decadas, sem parar, e sao umas ondas enormes
viva!!! isso parecce mt bom!!! quero fazer isso tb!!!!!! hahahahhahahha
vo lavar a louça q to a manhã inteira aqui escrevedo e ta na hora de mexer um pocuo as maos!!
é que fico cheio de desejos de anotar
vi coisas
estou vendo
antes de escrever, eu gostava dos números
passei anos brincando com matemática
desde pequeno sei de cor todos os dobros:
1
2
4
8
16
32
64
128
256
512
1.024 (aqui já está longo falar na acbeça: mil e vinte e quatro, é uma frase longa) (mas note que parece ter começado a série na casa dos mihares, este é o 1 mil)
2.048 (2 mil)
4.096 (4 mil)
8.192 (8 mil)
16.384
32.768
65.... é aqui que eu sempre paro... parou de repetir a série na casa dos milhares, não vamos pra 64 mil, mas para 65 mil
eu sei isso de cor... eu sei mts numeros de cor... eu adorava geometria.... e tive umas aulas de filosofia grega, sao coisas mt logicas... numeros e desenhos do espaco....
vc tinha que ver o museu dos cientistas... que foi dar no colombo, e nos canhões... eles tinham réguas mt loucas, mtas réguas... e pra se orientar no mundo, precisavam de réguas pras estrelas, várias várias (sextante, bússola, compasso, esquadro....) e tinha umas lojas guildas de cientistas artesãos que faziam esses equipamentos de precisão....
eles ficavam medindo as coisas cara... e criando mapas...
uma hora eles começam a esfregar um vidro com um pano, e aí toca num metal... e dá choque... e eles começam a pirar nisso... fazem coisas mirabolantes... n importava mt a utilidade, pq tinha vários malucos ganhando dinheiro pra dar palestras sobre "física" nas festas dos ricos... num jornal saiu a manchete: fim da quadrilha, festa agora é com eletricidade... pq esses animadores de festa davam choques, faziam cabelos subirem, magnetizavam as pessoas e coisas de modo q elas se repelissem ou atraissem... mta brincadeira no corpo cara!!!
enfim vidi, ja to viajando em outras coisas que vi
te contando delas... tentando mostrar uma serie delas e te convencer de um troço
vc sabia q os mapas em formato de globo sempre eram feitos aos pares? um globo celeste para saber onde estão as estrelas, e um globo terrestre...
nunca entendo, nessas minhas evoluções, o que é a música... acho tão misterioso... o ritmo talvez entenda... meu coração, um pêndulo.... as piscadas que dou com o olho... ritmo.... um... dois.... qua-tro.... oi-to.... dez-es-seis.... trin-te-dois, ses-sen-tae-quatr...
1 1 2 2 3 4 (contagem das sílabas)
no desenho eu entendi melhor essa de desenho de observação
vc me manda o ultimo linha forma cor?
acho mt louco odiarmos a deusa da razao.... isso q vc estava falando.....
eu amo essa razão simples, dos números.... amo as razões, muitas, são as plantas!!!
enraizamentos... raciocínios dedutivos, racionalidade
não gosto dela como raio, raia do círculo central, rei e réu, regra e régua do carregado, o reto direto direito di-Rei di-Raio
gosto como raiz.... numa terra,,,,
a razão-luz se perde crendo-se sol (lembra eu te falei da razao-apolo? que cria fantasias, os sonhos?)
(eu me sinto inteiro apolo, com numeros... branco, hétero, rico, bom em matemática...)
gosto da razão (os numeros qe eu adoro brincar) como dionisio, razao dioniso, raiz de numeros....
nao me vem, nao sinto o desejo frequente, de inventar uma historia... só de contar historias q vi, historias q "ja sei"
imagino daqui a alguns anos... ou talvez antes do que eu pense... ou talvez só mt depois... mas imagino no futuro saciar essa fome ininterrupta de pirar nas construcoes logicas... nos mapas de simbolos... nos oculos novos, nas raízes de palavras se encaixando....
fico vendo os antigos, e imaginando com quem eu iria me identificar
adoro mercúrio... o deus dos mercadores... do co-mércio...
o mercúrio é o elemento que revela o ouro... os garimpeiros tacam mercúrio nos rios...
eles ficavam pesando o ouro e as moedas... um ramo pouco lembrado da história da matemática
sabia q as tabuas de escrita mais antigas q temos, sao listas de contabilidade? qtos cavalos, qtos sacos de trigo... qto de impostos sobre esse numero...
se a suco 16 foi o carlos, o conteudo dela, as paginas dessa revista n° 16, são aquelas folhas onde batíamos o ponto. FALÊNCIA, nós trabalhando.
pra mim onda de beque é mttttt apolo... a imaginação a mil... os olhos piscando direto.... adoro sonhar tb.... memórias....
n bebo mt....
vc devia ler o iniciozinho do nascimento da tragedia, do nietzsche, qdo ele fala do apolo e do dionisio... é tipo as 5 primeiras paginas, dps disso eu n gosto mais
outro q vc devia fazer isso é a origem da obra de arte... po cara... qero publicar esses textos maravilhosos... q pra mim são o suquinho das paradas... quero fazer bonito... bilíngue... quiçá com notas, uma introdução, várias doideiras circulando uns textos q eu acho soberbamente fodas...
sabe q a torá (ah vc está falando daqueles judeus de judas q mataram nosso senhor? nosso crucificado q na verdade era um deles?) sabe a torá daquels malucos q alfabetizavam todas as crianças, nao comiam varios animais e tinham varias rezas. entao desde o século catorze já rolava mt uma edição da torá chamada Talmud pirólise lindíssssssssima de tipografia e acabamento, com uma diagramação fodaralhaça com o texto da torá no meio de cada pagina, e do lado debaixo dele, as grandes palavras de interpretação de um grande sabio fodaço... e do lado direito, notas de vários sábios, condensadas em um grande mutirão de sábios.... e do lado esquerdo, mais algumas coisas... e no cabeçalho e tb espalhadas por sobre as manchas brancas de separação, uns números e indicações, q facilitavam a leitura em voz alta, ou só se guiar pelas ideias mesmo....
esses judeus sao uns dos grandes responsaveis pelo capitalismo.... eles eram os financistas de geral... e os comerciantes de longa distancia, q entravam ate no mundo arabe.... e eles eram por isso puta medicos e tradutores tb....
(n entendo como é q alguem "virava judeu" ou q um judeu deixava de ser, isso eles nunca contam. pq nunca falam da periferia... dos judeus fudidos q se mudam pra outro lugar... da doidiera q dizer judeu é dizer tipo africano, indiano, asiático... essas palavras antigas, de um tempo em q nao se sabia porra nenhuma do mundo... somos eurocentricos por causa da lingua...)
e obvio q n era so judeus, tinha os arabes, e os cristaos, e td q tava fora da lei ou era mafia ou principe vacilao ou bispo vacilao essas coisas de sempre
tenho pirado mt q a treta da moeda, desde q evoliu de moedinhas pra papeis e dai pra numeros numa telinha, é só uma evolução técnica de uma comunicação rítmica, um pulso de eletricidade, um raio.... e q fica centralizando sem parar... é tipo um buraco negro, um ralo ligado... uma parada que, se ficar solta, fica sugando tudo.... essa parada pulsa no centro do nosso trabalho, no fazer das nossas mãos... e tá imensa.... um buraco negro.... brilhando no centro do ouro, do raio que pisca num curto-circuito
mas uma parada q me decepcionou mt, e q faz mt sentido tb... é q td isso é mt determinismo, é acreditar mt q o resto das pessoas nao acredita em nada q possa alterar esse destino... pra bem ou pra mal, em geral pra mal... hehehhee.... pq n foram so os judeus, mas tem toda a merda de patriarcado (a separacao apolo dionisio é, primitivamente, a imposicao do patriarcado (sao dois deuses homens); e só vira algo assim há uns 5-6 mil anos, qdo na mesopotamia fundaram o primeiro patriarcado, e de la pra ca essa parada se espalha... é mta gente nascendo (liberaram menina trepar à gosto do menino, proibiram abortar, e separaram as crianças por pai, e não todas juntas.... aí cada pai quer ter filho à vera.... e homem burro, com pouca educacação, n menstrua nem engravida, entao vira soldado.... mulher q nasce vc fica guardando de olho, pq é propriedade, pode gerar herdeiro...)
alem disso, obvio, tem qqer tipo de idiotice como religioes especificas ate os requintes mais idiotas do acaso...
nossa cara, fico mt bolado de nao estar participando de um movimento humano global de ativamente parar com a insanidade de instaurar assim que possivel a republica da maravilha... se todo mundo decidisse de repente viver numa boa, porra, a vida ia ser ultra incrível, caralho!!! porra a natureza é maravilhosa, cada pessoa é um mundo, todo mundo tem imaginação pra caralho e vários gostos e personalidades... os animais são surrealmente fodas... as plantas lindas... as paisagens maravilhosas.... porra.... de noite a gente tem sonho.... rola ate dinossauro enterrado
acho q fico fantasiando mt com a História, q na verdade é um outro nome pra Razão Solar, o Real acontecido
e embrenhando ele nas mãos... mães da matéria... tenho uma intuição de q essa história de pátria e patrocinadores só se pára com uma filosofia das mãos... mães da matéria... mátria
as vezes fico chocado de q na verdade eu tenho me dedicado mt a algo q chamaria de religiao... essas simbologias das profundezas do verbo e da historia do poder humano.... eu nunca li oswald de andrade direito, mas essa de matriarquia não sai da cabeça...
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