me irritam esses que saem a proclamar 'poemas concretos' mil parafernálias criadas muito distantes da linguagem. sou conservador e quero palavras, tenho toda minha relação tarada com elas e, para mim, a palavra 'poema' me serve a identificar justo os primos próximos d'isto aqui.
essas performances ditas poemas me ensinariam tanto quanto artes plásticas música e cinema sobre os problemas de escrever (até menos, se bem verdade). por quê chamá-las de poemas?
- minha tese é: são apreensões das novas mídias de maneira superficial, utilizando-as diretamente no próprio corpo do poema, viciadas com o fetiche tecnológico, geek.
poesia e novas mídias: o novo tipo de poesia libertado e descoberto agora, se daria na relação com a escrita: continuar poemas contos cronicas etc, formalmente igual! mas inseridos em escritas conjuntas pela internet... nao sei
(uh, como dizer: muito mais divisor de águas para a literatura é a imprensa ou o texto digital; do que o verso livre ou o romantismo) - talvez seja algo assim que eu sinta que deve ser dito: e agora com internets e conversas instantaneas escritas, o que podemos usar disso?
como tornar isso abruptamente literário?