sinto que sou levado por uma práxis quase patológica, em todas as manifestações e evoluções específicas, sou carregado por legados, amadurecimentos de espaços e territórios, de pessoas específicas sem grande alarde. ser rico é muito bom. emanar abundância, poder direcionar abundância: para uma direção arbitrária. e duma monocultura dessa cultura de mecenato

mas qui estou eu falando de trabalho.

por outro lado, como evitar?

é tão intenso que - no meio dos turbilhões contemporâneos pelos quais atravesso - ainda seja acompanhado por uma bandeira futurista do matri-linearismo concreto leninista da infiltração prolongada, o alvo profundo da forma

um diálogo com os grandes: subir no ombro desses gigantes (ou o que quer que isso signifique)

está um tanto difícil escrever: estou forçando
mas: é preciso.

"findei" o caderno que tenho desde abril deste 2025 (MMXXV)
(pensando aqui nos muçulmanos o ano mil essas coisas
ah: eu deveria escrever algo bem louco
como Fandim cara de cupim entra fundo na floresta
"meus livros, estão bem saborosos esta noite"
As páginas vibravam assustadas. No crepitar da noite... dentadas, esfomeadas, seguidas. Cercadas, na fogueira, as estantes tremiam menos uma, a mais torcida. Fandim subiu nela, com seu bigode de farinha:
- Eis-me "qüi", patrício de Belforora
Saia de dedos pontudos pendurados, o calabouço cheinho inté a borda. Cupins! Inseticida! A sanha precisava ser domada aos raios! Mas neste momento
- Esse não tem novidade!
(a novidade é o dia de sexta-feira em que se vai de roupa sem ser uniforme, ou de fantasia mesmo e também o dia em que se leva uma novidade, um brinquedo de casa com seu nome escrito para mostrar pros colegas. um livro não ter novidade, ser um livro de texto, e quando aparece uma imagem dizer que é novidade)