A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.
Só não se inventou uma máquina de fazer versos - a havia o poeta parnasiano.
Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 1a) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarrmé, Rodin e Debussy até agora. 2a) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
-manifesto da poesia pau-brasil
Só não há determinismo onde há o mistério. Mas que temos nós com isso?
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
-manifesto antropófago
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
-manifesto antropófago
o dj como rei, nós a maré vibrante em ondas e ondas de ovação
pensar esta relação política
1. o rei do som,
4. muitas vezes, o rei do som é um par andrógino de djs, daft punk até com roupas futuristas
5. imaginar uma religião com bispos, cardeais, vitrais em catedrais gótica: uma Igreja baseada no mito do par andrógino (e não no mito machista do homem)
mas na verdade, não é isto mesmo que é? - pensar o relativismo passando pelo eixo comum do ritual
6. culto da música, a missa é rezada na proliferação de fala da massa, mas muito mais no matraquear do dj criando o som da noite, das luzes raras o ambiente, os estados de espírito variados e o balançar dos corpos vibrando sob o som do grave do dj.
pensar esta relação política
1. o rei do som,
4. muitas vezes, o rei do som é um par andrógino de djs, daft punk até com roupas futuristas
5. imaginar uma religião com bispos, cardeais, vitrais em catedrais gótica: uma Igreja baseada no mito do par andrógino (e não no mito machista do homem)
mas na verdade, não é isto mesmo que é? - pensar o relativismo passando pelo eixo comum do ritual
6. culto da música, a missa é rezada na proliferação de fala da massa, mas muito mais no matraquear do dj criando o som da noite, das luzes raras o ambiente, os estados de espírito variados e o balançar dos corpos vibrando sob o som do grave do dj.
apuntes
ontem vi uma estrela cadente. você faz um desejo.
não é engraçado fazer um desejo? concentrar-se por alguns segundos em formular a frase perfeita que sintetiza sua vontade máxima.
sem estrelas cadentes, não há linguagear do desejo, não há transladá-lo ao plano da linguagem
- na minha república eu poria poços de desejo em cada esquina, para que o povo lembrasse seu querer.
não é engraçado fazer um desejo? concentrar-se por alguns segundos em formular a frase perfeita que sintetiza sua vontade máxima.
sem estrelas cadentes, não há linguagear do desejo, não há transladá-lo ao plano da linguagem
- na minha república eu poria poços de desejo em cada esquina, para que o povo lembrasse seu querer.
pola
pola sonha
não quero imaginar que sonhe com comida: quero crer que sonha livre!
mas se livre em sonhar, livre em dia, livre na história
pola, uma cadela linda, filhote
terá agência, na escrita da história?
um dogma
que eu gostaria de saber formular, defender
(me faria bem, sempre esqueço dele, sou fraco)
a política não deve ser levado a cabo somente por profissionais
é bom que haja metalúrgicos chegando ao poder, é bom que não sejam só os estudados comandando
como: não deve haver uma aristocracia de acadêmicos, a universidade no poder (platão) talvez seja o governo mais terrível de todos
boa a voz dos ignorantes
a interface sexual do homem é analógica; a da mulher digital
(grande mistério de como funcionam os mecanismos modernos de interação, sistemas caixa-preta de inputs e outputs em oposição às velhas relações analógicas tipo engrenagem e alavanca)
serei honesto: a comparação é com relógios, digital, analógico
no sentido: o homem parece mais simples, mais explícito o mecanismo da excitação; ao passo que a mulher não tem nenhum dispositivo específico, sua excitação provém de movimentos de superfície
será que em outro sistema simbólico-cultural a relação seria a inversa? (grande problema das mulheres alienígenas de darem o orgasmo aos seus machos)
como: se não consigo escrever, se não sai (está travado, entupido)
- o problema não está em mim, mas na literatura
quem precisa mudar é ela
(em vez da resposta ressentida de culpar a si
e não conseguir descarregar (unload)
não - culpo o mundo, e portanto
mudo o mundo, muito mais fácil
vou moldá-lo e encaixar ele em mim
como criar uma forma, uma arte, uma métrica dos versos
(como barthes dizia que os haicais eram esporte popular)
que pegue as pessoas de surpresa,
que ali elas possam ser-se sem travas
ideal de arte
que liberte (das veias entupidas, dos suicídios como enfartes psíquicos)
espécie de teoria torta das forças psicológicas
série de impulsos entendidos como fluxo
(acho que vi algo assim em guattari)
temos do corpo saindo fluxo de urina, de esperma, de sangue, de ódio e
como nossa carne é usina gerando líquido
e tudo que fazemos é brincar cos tubos
conectando o pênis à privada ou à vagina, a veia à seringa a boca ao cigarro
[ como olhar uma figura um diagrama científico de um corpo parado e olhar
tudo que entra e tudo que sair e ficar olhando como se fosse um mapa e as trocas de sexo por deixar a boca falar o que quiser nas orelhas conectar bocas e orelhas ]
[ a pessoa é um país e os fluxos de habitantes e dinheiros e produtos e ideias migrando ]
e conectamos ouvidos em headfones e
o fluxo de lágrimas a um filme ou a uma pessoa, o fluxo de segredos desabafados a uma orelha, a um ombro, é uma conexão de um plug, um encaixe, uma ponte, um misturar-se os dois (molhado de lágrimas e de palavras, ele não sai ileso)
desejos de macho em situações, em cenas, em
adoro fazer teatro porque lá dou ordens, adoro escrever porque
e se não conecta, se um tubo impede o outro, como naquele joguinho de encanadores das crianças,
um vazamento, uma repressão, uma represa inundando
como uma goteira surtos de loucura de humor doido
às vezes até rompe uma veia e jorra fluxo forte de sexo reprimido de palavrões e ódio e muita muita força
fluxo de raiva finalmente conectado à briga com outro qualquer, por onde saem juntos boiando tantos outros humores coagulados, cracas e roupa suja morta de anteontem flutuando nas águas etéreas dos socos (os hematomas e adrenalina hormônios finalmente saindo para a existência, ex-istindo, sendo cuspidos para fora)
quão incrível não é ordenhar as pessoas fortes, entupidas, todas desreguladas como uma máquina com engrenagens presas forçando até que vai
chegar e saber destapar os potes certos e
dali sai tanta força que nos eletrifica
fluxos de força
usina de força da cabeça
mas não, não é bem isso.
Assinar:
Postagens (Atom)