contra a verba indenizatória: é teu o dinheiro
pague impostos e use como quiser
se tens despesas mais altas então precisas subir de renda. és mais poderoso.
não vou criar semi caminhos de que tais despesas são delegadas
(é claro, nas novidades, grandes blocos, festas e sacrifícios, expiações, sim, indenizamos)
(mas no comum, o de sempre, é teu na verdade)
trazer a corporação de volta ao corpo.
cancelar o indenizatório multiplicando o imposto que deveria ser zero.
uma racionalidade do imposto. morte ao financeiro hahahhaa. morte ao alta renda

não, quero ainda achar a terceira, a quarta canoa
que repense a creche
que crie uma movimenta feminista aqui de baixo
imagina, que trocasse com alcione amanda claudia, que invadisse a pracinha das babás
que invadisse o prédio, a reunião de condomínio o síndico
(fragatas gráficas)
que invadisse a família, meu pai, minha mãe, minha irmã
que tudo começasse a participar de publicações coletivas, trabalho criativo coletivo e disruptivo
iniciar uma revolução permanente agora focada na reflexão na publicação na comunicação
em fazer a multidão pensar, em mudar a posição de autoria, em criar uma cultura oral
culturalizar em um sentido forte

e se, na verdade
vou encher a OUTRA canoa: a terceira
fazer um vetor de publicação e política coletiva na vida imediata
independente da vida pública: na minha vida privada
conectar à creche, a criar livros com as crianças e um mergulho no desenho reproduzido
voltar à utopia de viver um mar de comunicação livre
não livre sozinha, pelo contrário: livre da ideologia fatalista
livre dos fantasmas de que não podemos agir
assumindo nossas rédeas. hermes domesticado
(mercador doméstico domestica mercadorias)
voltar ao kit gráfica livre e à ocupação da esdi com a sensação de poder irrestrito da multidão em zona temporária de autonomia permanente. (a zona no fundo é em si)
voltar a circular, ter impressos, a autogestão da oficina
(fazer uma ligação com a usina, com vitor, remunerar gente por impressão)
(fazer a matéria do carbono virar um factsheet, isso virar um projeto financiado, pela DAS. o carbono virar um poster anexado ao jornal)
botar pra circular autogestão da oficina, panfleto inflação, voltar ao kit gráfica livre ao colaboratório
manifesto da manualia
a elipse da guanabara... na economia
mas antes disso, mais profundo
volta à ideia original dessas linhas
publicar desenhos, livros
nosso lançamento tem uma feirinha de impressos
fumei 153 becks numa maçã
todos os pratos estão girando e saltando
será que o fazem, sem parar? e eu sou bobo e não percebo.
mas não há tempo para desenvolver uma teoria dessas
sigo com a estática e sua irrupção
viva a letra
seguir seus contornos exatos: morte do autor
escrita fritando o cravar na pedra fria símbolo enquanto
simplesmente
se está balançando os dedos enquanto brinca
(é um laboratório)
o que é brincar, afinal?
voltar à utopia pelo cheiro pelo sonho pelo toque
(o toque é um laboratório, é uma dança, o toque invade, o toque comunica corpo com corpo
tudo é sobre toque
por uma corporalidade disruptiva de toda a consciência
(radiohead é muito lindo, hail to the thief, thom yorke cantando woke into the jaws of hell, sitdown standup a revolução o afirmar-se (parei pra ler a letra e é lindo, é só essas imagens mesmo, sem interpretar) INTERPRETAR a grande falácia. só dizer. só emitir. toque. comunicação efetiva. polinização: articulação de corpos em arranjos bons (como uma arranjadora) como a economítica)


Será
o universo saberia dizer?
quem é o grande rei!
Hélio irrrrrompe na arena, erguendo os braços e viva! viva!!!!
johánna está grávida no outro cômodo, Hélio dorme com avós
gosto de ingerir, é verdade, enormes doses de canabis (lembro Leto ingerindo melange) lembro castañeda buscando o aliado, o caminho do guerreiro, o conhecimento.