Aqueles caderninhos da CDD. Ou melhor, folhinhas soltas de fichamento. O ano é 2013, 2014, ou talvez 2012 mesmo. Como foi 2013 em termos das mulheres? Acho que foi bem magro. Rondon é 2012 ou 13? Zé Celso e Mariana? Rondon é 13: Marina, e falando de Gustavo Franco então com ela... Sigo de Salvador para Alagoas, curtindo reflexos de brega que aprendi na Guiana, voltando do México 1 ano antes. Zé Celso e Mariana foi depois então, já pós-Marina; e teve aquela menina gótiquinha do poema do cigarro com quem broxei. Largar Mariana abraçando CDD e a escrita, Katkafagia vibrando forte, dois reais, dona benta. Fritar com mudar para CDD. O curso GF deve ter sido o 1°semestre e pouco após; teve o Millenium entregue na Turim em fins de outubro/2013. Ao lado as manifestações, Vinagre sozinho, Fora Cabral com Vinicius - e a Suco regular, e a monografia que surge do Vale-Transporte.
Fui na CDD então isso: eu estava também no IPP? Não, IPP foi 2012. Eu ainda ia ao IETS falar de VT? Fui na CDD em fins de 2012? Devo ter pego o contato, porque trabalhando, eu não devia ter tanto tempo assim...? Em fins de 2013 Jóhanna; a questão Mariana & CDD foi meados 2013, tenho quase certeza que foi pós-Marina; pós-Salvador. Réveillon 2013/14 em Minas com galera, Lavras Novas, com Fonte e Vidi acampando no parque e fogueirinha e o homem dos cachorros. Lia Marcel Mauss o ensaio sobre a dádiva. Minha noção de economia era muito peculiar. Tentativas de definições primais distintas. O ensaio heideggeriano do círculo (viajava muito nisso com minha barraca andando na bahia pelado, desde o réveillon 12/13 com Jade na Chapada (gritando utopia) até Ilhéus e andar nu na praia batendo punheta no mar marina iemanjá. Graça, quando foram os Politéia? Olhei aqui 2010 e 11. Muito no solo.
Delícia ler Proust esses dias. Estou ouvindo música clássica e é impossível não lembrar da descrição do septeto. E as intrigas com o ciúme (o movente da história estar tão ausente do expresso diretamente no texto, a ruptura radical entre a reflexão declarada do narrador e sua ação ou o que ele nos conta de sua ação e vermos o mundo através desse filtro tão forte e o perder-se do narrador entre o interesse que lhe suscitam as personagens e as temáticas estéticas e o quão desestabilizador e também verdadeiro é esta contemplação sublime)
Delícia ir comendo teoria muito hard pelas beiradas, ou pelo cerne: comer direto no brigadeiro. O email ao franklin com 3 partes: que delícia este diálogo, este destinatário: a controvérsia do capital em seu supra-sumo, saber a falha mestra na teoria liberal: e portanto onde seria necessário curá-la. E brincar de tentar isso, e ao fazê-lo descobrir os verdadeiros contornos da falha, a verdadeira profundidade. Do que é ser clássico, sraffiano. Será que minha experiência auto-oficina empreendedora me fornece uma intuição micro fundamental?
Lembro essas fichas de, indo à CDD, fazendo coisas ao GF, pensando VT: e desenhar a favela e a cidade, o balde furado, uma equação de preços: quando é fundada a moeda local, seus incentivos. E em outro registro, da época, desafiando Eric (de leitura austríaca) na definição da unidade de conta (e a inflação, eu armado de URV e indexadores) dentro de uma núvem de preços, aquele preço que fornece o reajuste-líder, o farol. Nesse sentido, minha discussão com Franklin sobre saída de capital (de domicílio fiscal, seja da PF, seja da PJ, e remessa de lucros vs. IDE) não toca diretamente na questão inflacionária da indexação - isso levaria a discutir o modelo dele de câmbio vs. distribuição de renda.
A apostila que estou desenvolvendo com Franklin - tradução do Quantity of Capital, e Sraffa - é uma crítica não-keynesiana à tendência ao pleno emprego. Se você quer chamar de pós-keynesiana tudo bem, mas é um caminho explicitamente distinto da TG. De toda forma, faria sentido naquela apostila retomar o 2 routes.
A tecnologia intensiva em mão-de-obra: é a cooperativa, o comunitarismo. Modelos (e bens de capital informacionais, bens públicos de infraestrutura informacional)
Como seria Sraffa com bens de infraestrutura? Necessários pra produzir, mas sem preço de mercado, apenas custo de produção. Externos à taxa de lucro: em um sistema internacionalmente competitivo (a rigor territorialmente: Law of One Price) de mobilidade altamente imperfeita (o sistema-mundo tem equalizações lentas, cheias de inércias, bolsões fracamente conectados).
Se estava colocando com Franklin as cartas na mesa, faltava colocar adequadamente os estados. Que produção paralela desenvolvo aí? Apresentar no GEP sobre SP, RJ, MG, NE, CO, N, S. Um panorama detalhado da última gestão fiscal regionalizada.
Tenho achado muito bom esses dias. Às vezes batem dias de chuva. Mas ainda sinto a vitalidade fluindo, ganhando novas camadas, nesse singrar dos mares. Kairós.