ai, ui, a globalização isso, globalização aquilo
o alto de seus telescópios hubble e tantas torres babel, arranha-céus
se enchem de si, uma encheção
construtores de pássaro
o povo do vôo de aço
queria pregar os olhos no céu
ah...
gráficos pizza e de curvinha
um cado de gente enchendo o mundo, até não caber mais
não tem espaço, socorro! a casa vai lotar
um ônibus pequeno: se chama terra! com T alto
globalização isso, aquilo
tiramos a roupa do mundo
e vemos nu, onde acaba
o mundo não é disco mas tem fim, tem abismo:
a gente ria de cair da beira da terra, as cascatas de mar no vazio, bonito;
mas o navio não parou,
motorista, socorro, precisamos descer!
o fim não é mais lugar, não é o fim do chão
o fim é amanhã, o tempo, a invenção
bla, bla, blá
fechasse os olhos
povinho dos óculos girafalindos
- a luz não é dos olhos
o sol é quente
o tempo não é uma linha, um fio
e o fim é só um número
num papel
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