aproveitando (ao vitor)

Te mandei aquele outro agora e ai fiquei relendo coisas e besteira, aí resolvi te escrever mesmo. 
Eu gosto de escrever. Tive a honra de ser o 1° a ler desaprendizagem (e corrigir um pouco as provas) de que encadernamos umas 2 ou 3 copias.
Depois da nossa conversa pensei muito sobre escola. Mas aí seria falar de trabalho.
Ter filhas, você tem duas, eu tenho uma. O Hélio tem piru, esses órgãozinhos são muito malucos.
"Hélio, você pode comer isso aqui, ou poder ficar aí maluco de fome!" (ele está estrebuchando no chão super irritável)
As férias acabaram? 2 semanas de viagem e muita mas muita piscina. O centro do mundo é Hélio, o sol. 
Que bonito ver a lua, observar mesmo suas rotas num céu grande, ficar ao ar livre vendo o horizonte e as pessoas satisfeitas, tentando se fazer satisfeitas, tentando comemorar. Acendemos 3 velas: 1 para si, 1 para a família e amigos, 1 para todo mundo (tudo).
O que será uma religião? Hoje? Estava pensando em ir entrando em todos os templos (igrejas etc) que existem nas redondezas aqui de casa em Copacabana e perguntando sobre assistência social aos pobres ao redor, à população de rua & quem dá comida pra elas. Fico sonhando com fazermos mutirão para tirar lixo da praia. E se isso fosse normal? Ser mais comunitário. Se acabasse a gasolina 100% e o mundo "parasse" finalmente teríamos que criar uma assembleia entre vizinhos que virasse uma comunidade (ou morte). 
O que será um ritual religioso? Fazer em coletivo um ato simbólico. E se pudéssemos decidir isso? O que é sagrado?
Reformular integralmente a educação e as escolas e o mundo de cooperativas e empresas públicas de base comunitária...
O cuidado como categoria central, na origem do feminismo. Coletivizar crianças. Reunir adultos com e sem filhos em ambientes de sociabilidade e formação de vínculos. Entender velhos. Enfermagem. Cozinha, Faxina. Pessoas doentes, pessoas com PCD.
Queria muito aguentar ter 3° filho seguido mas a Johanna já está botando DIU (dá pra confiar nessas coisas? Sempre usei camisinha com Jo) e eu estava por aqui de maluco no final do ano passado (feliz 2026 preta gil).
<< Vc com certeza está com algum livro precioso meu. Trate de devolver!!!! >>
Fiquei pensando que no horizonte de permitir o aborto, estaria permitir à mãe matar (deixar morrer) um filho até 1 ano. Imaginei uma Fúria matriarca de Atenas ou de uma cidade na Tessália, protegendo à mãe que não quisesse parir isso. Pensar o direito materno é sempre violento. Lembra daquele "livro" que encadernei e te vendi por 5 reais eu acho, do Oswald de Andrade?
Fábrica de bairro, de kits com cards para uns jogos coletivos de debate sobre a realidade. (isso dentro do projeto de invadir o MEC e de repente radicalizar a grade curricular abolindo ENEM e todos diplomas de pós-graduação. A partir de agora as coisas se organizarão em mutirão. Quando derrubarmos os satélites de Newton digo Trump digo Enzo, como é o nome do cara ELON MUSK esse nome precisava aparecer neste email, em homenagem à Microsoft que nos lê nesse exato moment oaqui da DELL e da CLARONET e vc está NVIDIA INTEL vPRO SSD trifásico alternado de tantos OHMS e JOULES e WATTS VOLTZ NEWTONS por segundo, a luz é onda ou partícula: mas quem disse que a onda é uma linha? Ela não é justamente o contrário disso, no mar? É uma massa me atropelando, e não uma linha subindo e descendo. Nunca entendi isso.
A pandemia mostrou que, quando o sistema "paralisa", as coisas podem se transformar muito. Resta-nos aguardar a próxima paralisia...
Enquanto isso Trump "prende" 1 criminoso, o policial e o drogado mulato, ditador do crime organizado. O que seria revolução? Será que temos que confinar nossas vidas a sobreviver nas brechinhas, nas casinhas que o sistema deixa para a gente meio que por acaso enquanto ele suicida em autoguerra contra tudo... Um tanto messiânico (mas como evitar?), fico querendo levar o debate à um simplismo metafísico, uma redefinição mais exata e operacional do Bem e do Mal, e que necessariamente necessita se embater no debate religioso (e do cuidado) para invadir a mente de evangélicos neoliberalizados: uma necessidade de vencê-los pelo próprio significado de Deus. E daí voltar à definição da Divindade e do Milagre, e da Modernidade Científica (laica e desencantada) e da História como da Gaia geologia histórica geografia. Implodir a comparação mitológica pelo axioma de que Jesus NÃO existiu historicamente. Perder a visão do alto, dos balões e da Google, e retomar a visão fenomenológica de que a terra é "plana" (como vc me ensinou que seria possível ver deus assim) em que o chão que piso, para mim, parece infinito para baixo, e para os lados. O fascínio, então, com o Hermes-Mensageiro que conecta (como um elétron) os lugares, as casas, as coisas. E daí a redefinir política pelo cuidado, pelo bairro, pelo bom uso do tempo, do trabalho para si, o autocuidado e autorespeito, o autoconhecer saudável. Isso sendo feito a partir das crianças.
Rs rs bora achar uma prefeitura nalguma cidade aí e a gente junta umas famílias e faz 1 experimento. Não é a ideia de muita religião? Tenho voltado a pensar em deus um pouco mais monoteísticamente, quando penso no "todo" (como Espinoza) o panteísmo. Você e seu socialismo vão me desculpar, mas acho que a raiz de todas essas discussões são melhor dizendo anarquistas em seu sentido radical. Mentira, pode usar as 2 denominações. Eu deixo. Agora é assim, cada 1 é Rei, sua Alteza, Nu (seria tão bom podermos ficar nus, sociedade mais neurótica)(é falta de cuidado) o Rei Sol. E ah, caramba, se vai ter guilhotinas de novo... Será que não bastava reorganizarmos radicalmente o Judiciário, instaurando o Direito Religioso da nossa religião (ah, o gosto messiânico da vanguarda), virando ao avesso as prisões para instalar um autodomínio violento da comunidade que multiplique cuidado, e que faça parte da Federação (refundar no Brasil a Federação, abolindo os históricos estados SP RJ etc fundindo-os em 3 ou 4 "mesorregiões" ou "consórcios", e abolindo municípios integralmente em nome de Distritos com Subprefeituras - e aí copiar o modelo francês integralmente. Vive la France enquanto convertemos os milicianos junto com a elite da PM e dessas loucuras com nossos pastores da neo-rreligião do cuidado fenomenológica a-cristã, também copiamos o calendário eleitoral de eleger senado &  3 meses depois de eleger o presidente... Vi aqui que provavelmente teria que mudar a redação do art. 28 da Constituição ou instituir um ADCT. Queria esse 2026 publicar um manifesto bem sonhador cheio de ideias sobre reforma política. Poderia publicar no meu jornal que vai pelo Brasil todo... Mas enfim acho que essa ideia precisa amadurecer. Temos tempo antes do bicentenário do 7 de abril de 1831 https://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%ADodo_regencial_(Brasil) ah enfim eu gostaria de ter um hino pátrio a cantar, um deus a orar à noite pelos meus colegas, pela cura, e que me ensinasse sobre a morte e sobre o cuidado. Vamos então, definitivamente, fundar uma neomaçonaria, sem nenhuma relação com a predecessora. O que o Brasil precisa é da volta dos Rosa-Cruz. Sei lá falar algo muito político & ocultista ao mesmo tempo. Lançar o imaginário do seguidor a um limite de início do surrealismo: a revolução: a mútua invasão dos espaços coletivos com a reinstituição do Estado. Em suma... acho que posso resumir tudo que disse acima com... me assusta um pouco a perspectiva de envelhecer aqui no RJ mais especificamente na Zona Sul em um apê... quando poderia viver me outro lugar, talvez. Mas e a família, e o cuidado? Nessas estradas em que andamos a 100 km/hr? Nesses carros voadores, o futuro está ficando presente e onde você vai sentar quando a música parar? Eu desejo estar com "máquinas de costura" e impressoras de panos cartazes panfletos roupas, ferramentas de cuidado comunitário embativo quando as próprias crianças pegam suas colheres para fazer a revolução: chegamos, começou galera, bora viver no paraíso onde se batalha duro, mas a batalha é levada pelo poderosíssimo deus coletivo que nos une todos como vizinhos e nós temos conversas que atravessam nossas gestões privadas de cuidado: Vc já viu aquele filme Clube de Luta? Uma evangelização anarquista comunitarista... Quando os EUA invadirem etc etc. A gente "toma em armas" com serrote e laranja-lima tirada do pé, tratar bem a nossa terra, revisar as cercas todas, onde termina as propriedades... tudo estatizado e cercas abolidas em nome da racionalização dos terrenos, dos vales, da geografia... decisões estéticas da comunidade nesse mundo abundante... incrível que somos tão dominados pelo discurso da escassez, que só conseguimos imaginar esse grau de abundância se de repente morresse 99% da população da terra mas morressem de uma maneira distribuída, que as máquinas substituíssem sei lá, e aí o 1% restante poderia viver MÓ BEM. É de morte que estamos falando, não desejar o mal do próximo. E crucificar etc. É de teologia que precisamos. Para acreditar que não precisa morrer 99%. Que é possível sermos um formigueiro autoconsciente, e isso não é nenhum drama de erguer Babel e realmente tocar o céu da autoconsciência enquanto corpo múltiplo de Humanidade, que isso não será punido pelo fogo divino em uma dispersão de sublínguas erradas, perdidas da Língua Una original. No 2o livro de terramar, não sei se você terminou de ler, mas tudo gira em torno de restaurar o Anel de Erreth-Akbe, que foi rompido, e que exibe a Runa Perdida da Conciliação ou Aliança ou algo assim. Quisera ser Gavião trazendo-o restaurado: esta cena. Espalhar benefícios. Pensei outro dia, que não é tanto um anel. É um cadeado que está trancado aberto: é preciso encontrarmos a chave, não para abri-lo, mas justamente para fechá-lo!!! Como uma máquina de costura!!! Cozendo vizinhos... Cozinha do cuidado...


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