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o q eu não gosto nesse papo, é que, quando salto de uma visão de mundo padrão, desencantado, diretamente para a afirmação de que os bush são répteis extraterrestres com poderes de sugar emoções, isso me desempodera; além de poderosos, eles são alienígenas, e alienígena, pra mim, q estava há 5 minutos na visão de mundo padrão, é um ser misterioso, impensável, frente ao qual me sinto impotente.

gosto de ouvir como que os poderosos têm crenças estranhas, e se organizam em seitas, desde cientologia, opus dei, e maçons, até simplesmente judaísmo e o vaticano... entender q há todo um contexto de instituições as mais variadas, que conferem uma espiritualidade no plano pessoal de cada um dos magnatas, e que organizam hierarquias e relações de poder, se sobrepondo às instituições mais reconhecidas (o exército, a imprensa, o governo; as corporações e bancos). e daí conhecer q algumas delas são bastante psicopatas, com ideais anti-humanistas sendo propagados e postos em prática. e q nao são só "culturais", mas "biologicas" pq são familias de pessoas, castas, divisões classistas; e q essa materialidade pesa na consciencia a cada geracao, o saber que herdam um sangue dedicado deste tempos imemoriais a um culto exclusivo, secreto; pesa realmente a favor dos ideais anti-humanos, de controle, q essas familias tem.

tentei opor meu 1° paragrafo, em que descrevi um estado de choque reverenciante frente à dominação dos alienigenas, ao 2° paragrafo, em que, em vez de ir direto ao réptil, tentei ir contextualizando, traçando seu entorno. acho necessário, sempre, ir contextualizando, a cada passo desse percurso; esse percurso de descobrirmos o quanto o poder real não é "desencantado", mecânico, algo de simples compreensão, mas realmente um emaranhado de interpretações simbólicas que se manifestam na história, nas classes que dominam, e nos fantasmas que elas invocam. mas se os maçons são misteriosos, o vaticano também o é; e se o funcionamento do congresso resulta também de um emaranhado de seitas e hierarquias secretas, isso não dá a elas sua exclusividade. eu já sabia da bancada evangélica, embora não a entenda; saber agora de maçons é só mais um na mistura; não é o crucial, inescapável; é mais uma hierarquia, em meio a tantas.

nesse percurso de descobrir as várias possibilidades de instituições de poder que a história já mostrou, das quais as nossas "normais" (cientistas, juristas, médicos) são só uma das possibilidades, dentro de uma família de que temos dificuldade de notar o parentesco, por havermos apagado todos os traços dessa história (inquisição fez um serviço sujo, assassinatos, censuras e queimas de livros; o racionalismo no fim do renascimento, outra metade, banindo do "racional" toda sua genealogia árabe, egípcia; em nome de uma razão sem história); nesse percurso de abrir essa história, não devemos ficar horrorizados com o irracionalismo dos outros, mas situar a nossa própria versão da razão, entre as muitas disponiveis; e, talvez assim, desenferrujemos o nosso pensamento simbólico, para não comprar mitos q se vendem como verdade (como o fim do mundo q desde fisicos a teólogos vêm nos vendendo).

concluindo (e está me fazendo um bem danado escrever isso, tentar dar ordem a estas ideias, e exorcizar a atração reverenciante, q me levaria a falar disso de maneira travada, como um louco isolado; até saber simplesmente me desvencilhar de algumas certezas irrelevantes, sem tanto fascínio, mas mais, com humor (o mais alto grau do conhecimento)) tento ir bem devagar com essa onda, e contextualizar muito a cada passo; talvez assim, seja mais natural falar de alienígenas, e de existências vibracionais - assim, contextualizando, qdo conhecemos mais da historia do descobrimento do globo, ou da invenção da eletricidade. concluindo! se está a ruir a visão de mundo racional q nos vendem, frente a suas contradições, e o misticismo evidente dos poderosos (e do proprio sistema, com seus ritos, seus dogmas, sua irracionalidade); devemos ir com calma ao abrir a caixa-preta da razão. ela é pandora, e todos os fantasmas da loucura reverenciante, q estão nela encerrados, podem nos invadir, sem q encontremos, no fundo dela, o brilho da alegria, do riso q nos une e ridiculariza os disfarces do poder opressor. mais do que descobrir, que o rei é deus, alienígena ou solar (ele é mortal, e foi guilhotinado, não esqueçam), precisamos exclamar, ao fim desta jornada: o rei está nu! seu poder e os seus símbolos que nos oprimem, tornaram-se ridículos, e nós rimos, em coro, vendo através de suas palavras pomposas.

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