Está tudo lindo. Ruínas tomadas pelo mato, mas vestígios por toda parte duma ação continuada de mãos. Mãos e suas artimanhas de aranha. Mãos ardilosas, que desenham figuras, ou melhor, que as esboçam em erros muitos: abundância de ruínas cobertas de musgos e sempre postas em composição: imenso jardim de ruínas, composições de ruínas e mato ou melhor: a luz atravessando as folhas em meio ao sombreado da folhagem; o barulho distante dos pássaros...
De noite, são pássaros ou estrelas, aqueles pontos distantes? Que irrupção da beleza pura e simples é essa na natureza: a natureza também faz figuras? Pois são lindos os pássaros e seu canto é sobretudo lindo.
Estrelas que delicadamente existem num desenho fixo, eterno. Os desenhos naturais.
Comer insetos como quem come o que não existe ou come o que só existe para si (e para ele mesmo); deuses que se manifestam como insetos: deuses maus ou, no mínimo, inclementes. Fôssemos guerreiros, prontos à guerra simbólica de vida onipagã oninatural que é o que existe, poderíamos colher aliados entre tais deuses e os deuses pássaro e estrela - sair do culto do sol e seus reflexos azuis na lua.
Lua: o vermelho, a ruptura da pele. A noite furada por um mês de espelhos. Segunda-feira após o sol de domingo.
Opor para confundir: fundir. Transmestiçagem trismegista: trismegisto é como trigonometria: tríade conjugada, trímetra triângula trina trindade tripla, terceira. Terça-feira é marte iniciando o cortejo dos planetas porque entre as estrelas há aquelas moventes sub-luas, o céu é engolido pela terra e suas latitudes, um norte de bússolas e daí descemos
Eu desci ao Pireu
O que falta, na bailarina?
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