Sobre garrafas e pescoços

Frases, são como lançamento de mísseis. Reunimos a "turma" mental: o departamento analítico, o duplo-cheque de bom-senso, a memória, alguns homenzinhos meio deformados. A "turma" então se põe a calcular balística: 

O CORAÇÃO - "Sr. Cerebelo o que me diz da gravitação associada aos foles pulmonares da fala ..."

Era uma discussão complicadíssima, mas o lançamento foi feito: no meio da discussão, a palavra é tomada: e agora vejamos, frase pelo meio, o quê?

Onde essa frase vai pousar? 

Frases são tiros de canhão, que podemos atirar ao céu, ou em rotas conhecidas, nas cidades vizinhas,

- Meu deus, acertei o passarinho

"Que lua é essa, redonda, que você vê? Eu só vejo o plano, a lua é plana" - diz o passarinho, agonizando.

Frases são tiros perigosos, que podem estourar garrafas.

Garrafas são como foles, guardam e espelem: são como eu e minha "turma", sou um saco de roupas e tecidos guardando a usina de químicos: bem-vindo a mim.

A diferença, do passarinho pra garrafa?

"Garrafas têm pescoço, assim como eu." - diz o passarinho, soprando notas nas bocas de vidro.

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