Que caminho é esse em que sigo entrando? A racionalização da organização. O toque, distante, em mil outras organizações. Uma busca incessante, mas paciente, por financiamentos. Tentativas, agora, de coletivizar, de abrir a vozes. Enfrentar então, pelo rafinamento das questões, pela sua escala ampliada, a necessidade de definir posições. Autodefinir-se. O aumento da escala traz à luz detalhes antes apenas esboçados. A semente se torna uma muda e começa a apresentar raízes, caule, folhas. E rizoma, pólen disperso, terra fértil. O sucesso, o momento, a expectativa me enche de pequenos poderes. E devo guiá-los, seguir jardinando. Mais bem: conseguir fluir as energias que se concentram em mim, coordenando o necessário pulso da massa através desse nosso funil acelerador, realimentador, mas criando apenas a necessária forma à sua propulsão que se mantenha colada à matéria que a alimenta; não decolar o projeto com uma base pequena, ele deve ser a decolagem generalizada. Precisam ser muitas vozes, ou violamos a ideia. Mas há também a curadoria, os ideais que carrego e carregamos, embalados por tantos filosofemas, que ficam o tempo todo recentrando, pois aqui no centro sei que conseguimos barrar a maré da moda, da repetição, do óbvio. Será que conseguimos tanto? O que é realmente que fazemos? Nossa auto-imagem ingênua, e sobretudo deslocada do que realmente, do que sistemicamente somos. O que fazemos que realmente causa um relevo? E como alimentar isso?
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