anarquia, rascunho

Ditos "liberais" que passam a debochar da planificação e dos desejos cegos de controle que os "socialistas" exibem, fechando os olhos para a natureza internamente planificada de toda firma. A firma contrata trabalhadores e deixa-os submetidas a salários, remunerações padronizadas, enquanto os detentoras de seu capital se expõem à sorte ou ao azar do mercado. << Seria um modo de produção autogestionário se todas os trabalhadoras. ..


>> 1.  eu produzo
2. eu  compro de gente que vende; sem saber como produzem
2b.(eu produzo e vendo)
3. pago alguem pra produzir (e vendo)

>>qdo  alguém aceita ser contratado e deixar outrem vender, se diz q é uma relacao capitalista: há uma separacao da cabeça (que vende) das maos

"A relação não planificada é a relação de comprar um produto no mercado: aceitar pagar um preço sem se preocupar nem se arriscar. Se o preço ou o risco é alto demais, faço estoque, tento produzir, me aliar a outros para formarmos uma sociedade de produção, enfim, domesticar, internalizar na firma a atividade externa. Contratar trabalho assalariado para produzir para outrem é uma relação de direção e não de livre venda do que se produz quando, para produzir, se requer o capital para dar forma à mão de obra bruta, desprovida do acesso à produção de valor."

Uma empresa capitalista surge quando a mão de obra bruta pode ser submetida à mão de obra detentora de capital (diretores) para produzir valor sem que possa por si mesma acessar o capital e produzir o valor em outra relação hierárquica. << Por exemplo autogestionária, e daí a falta de uma tradição administrativa de autogestão, tecnologias sociais, pensamento político sobre a organização de formas detentoras de capital que promovam a sua dissolução.
<< a Empresa capitalista tem incentivos a promover a reiteração da sua formação capitalista

O anarcoliberalismo é contra o colamento entre planificação e desigualdade de acesso a capital, onde apenas o capital planeja e todo planejamento se torna capitalista. Deve haver a dissolução do capital (desigualdade) por haver planejamento distribuído. Uma instância centralizada de planejamento deteria poder privativo sobre as outros e não seria uma relação anárquica e por isso deveria caminhar no sentido de sua dissolução. 
>> O anarcoliberalismo institui que todo capital deve ser orientado para sua dissolução, para que haja abundância e acesso livre à escassez que ele (capital) representa.

A ação direta do anarcoliberalismo é atacar o capitalismo incentivando os trabalhadoras que se sentem submetidos ao poder de mercado dos capitalistas a assumirem o controle da atividade produtiva de formas que integrem(...)

A mão de obra é sempre bom externalizar, pois os trabalhadoras, desprovidos de todos os poderes de mercado, podem ter seu preço depreciado: quereriam eles internalizar esse seu comprador de serviços, mas não conseguem, submetidos que estão à falta de capital: falta de acesso à criação de estruturas sociais de domínio do mercado: sindicatos, sociedades de controle de preço, internalização, planificação social, domínio de mercado.
(ou estes só surgem nos lugares ruins? pode haver ultrainchaço dos sindicatos? (a resposta iugoslava: que há capitalismo de sindicatos, não estatal)

Pela anarquia como princípio! Anarquistas são as pessoas que seguem tal princípio, não simplesmente as que se declaram anarquistas. Por isso contra anarcoliberais sem crítica do capitalismo a ponto de aceitar também o nome anarcocapitalistas. Respeitando o capital, acabam traindo seu liberalismo econômico aceitando o direito autoral, a patente, e, no limite, a sustentar a propriedade coerciva como estado econômico ideal,
- e não a anarcoiniciativa do roubo e da produção livres. Uma economia da dádiva onde se dá de graça tudo em abundância e por isso se ganha tudo gratuitamente: uma anarquia liberal. Anarquia como vitória sem coerção, sem figura coercitiva remanescente.

Uma estratégia de luta: materialismo da anarquia. Em cada questão, atentar primeira e sobretudo à situação material de coerções atuantes e se orientar pelo movimento de dissolução igualitária do poder (anarquia). O poder remanescente, o centralismo do movimento, como um foco em revezamento, onde há uma pulverização de centramentos que mutuamente cancelam seus desníveis formando apenas um relevo, uma textura de fluxos de poder e produção se harmonizando.

"Daí terceirizarem, tornar franquias as partes subalternas das lojas, não se arriscar junto mas ao contrário, extrair o máximo sem se expôr ao risco e garantir os pagamentos e a submissão às greves e aos sindicatos (que no limite parecem poder ser ditatoriais também,
- lembrar na iugoslávia, comunistas não alinhados aos soviéticos, fruto de uma guerrilha bandoleira que resistia aos alemães e tomou o poder, instituía um estatismo de funcionalismo público pesado, assalariados absorvendo os lucros"



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