Seguir, revolucionariamente espécie de caminho do meio entre utopia e conformismo sempre negando e se afastando, entediado, do radicalismo de meu gênio, ou do que eu sinto, emocionalmente, ele pulsando; assumir que sou sim fraco e evito brigas, e daí a vergonha mas vamos parar de tentar me mudar sempre, e assumir o que sou: enfrentar os demônios de lado, sem enfrentar no abismo nem ceder-lhes as costas, apenas colegas, não há uma hierarquia definida. Geometria nova que experimento ao assumir pinkus, ao passar no doutorado em último, ao abraçar Livi e uma gazeta "comercial", ao comprar a impressora hp. E sei que mais. Bom estar, sentir estar avançando nas questões. São percalços, mas não atoleiros; o caminho se mostra mais demorado, mas não impossível. Curiosa vida de pai, me lembra as fortes resoluções de meus trinta anos quando assumi efetivamente o fardo do tempo e pude me desvencilhar das sombras, dos fantasmas... Curioso momento. Faz tanto tempo não escrevo filosofemas, estou numa chapa densa de presente, um chocolate grosso de cacau, uma barra mesmo. Sem a maconha, sem a pressa toda da utopia.
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