Um tanto sem objetivo, encontro-me sem objetivos. Férias da gazeta, do doutorado. Enfrento o vazio dos dias, e fica aquela demanda: eu deveria escrever minhas ideias. Para, apesar de tudo, ir acumulando bons escritos. Algo que daria sentido à vida, a uma vida mesmo sem tanto sucesso e reconhecimento: grandes textos, grandes trabalhos. Ir publicando regularmente várias ideias. Tomada a decisão, agora é pô-la em prática. Não deixar a gazeta tomar tanta conta, fazer meus próprios trabalhos. 

Digo isto, e estou furiosamente lendo, na diagonal, o famoso Rousseau. Reli de Locke e de Hobbes, e Montesquieu. Chego a olhar a bibliografia do curso, se não leio Mill e Adam Smith? Se não volto a ler Marx? Me interessava ler Weber e suas classificações. Puxar um fundo filosófico, um embasamento profundo para minha vontade de opinar sobre reforma política. Quero falar do Congresso? Então vou ler Do Contrato Social... e não achar tanto sentido nisso. Não valia mais estar produzindo? É bom só estudar, irresponsavelmente também - o problema mesmo é que estou achando chato, e por isso fico querendo pular e acelerar. Ler outras coisas... E não vou escrever nada? Pagar pedágios? 

Como ir germinando ideias, e ir ganhando a prática de escrever seguido?

Fazer colunas regulares... sobre temas chatos de conjuntura? É trabalho... Ou fazer pequenos ensainhos, sobre temas herméticos que estudo? Tendo ao segundo, mas resta fazê-lo... sem ter respostas.

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