lendo a mais recôndita memória dos homens, me imaginei escrevendo então algo um romance que revelasse às pessoas o dilema político cognitivo social que atravessamos. mais do que resolver o sistema, do que criar o vetor que fura o lençol, passaria a vida colhendo esse vocabulário, esse mapa, que então revelaria numa bela obra (e ela sim seria meu legado). de novo, voltar a mim indivíduo (e quero voltar) agora como cientista social mas mais, agora como escritor numa escrita que transcende todas essas fronteiras. num livro que narrasse a intelligentsia e os impasses (os metafísicos e os banais) da macroeconomia e da política e da derrocada do mundo por si mesmo, e que ainda pregasse com filosofia profunda, e com poesia tórrida. Que fosse uma vida bonita (que nem existiu) mas que virasse verdade na leitura dos outros.
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