aqui, escrever correndo umas linhas 
queria maconha, e transcender. abro um livro lindo, romântico, histórias biográficas aventuras. 
é tudo bem longe desse cotidiano inchando por dentro, as crianças crescendo, o trabalho amadurecendo.
vivo sob um Sol, meus filhos se chamam Sol e Paz, é uma clareza de superfície, em que não penetro em masmorras em calabouços em cavernas grotas profundas. Não optei por esse caminho, me pergunto se ainda vou decair para tanto, ou ascender tanto que chegue na escuridão além do Sol. 
Por hora tenho apenas isto: uma banalidade. Milionário, nem sou acossado pelo trabalho por sobrevivência, mas um trabalho uma armadilha, de tentar criar algo além de mim, algo maior. O coletivo é lento e cheio de atoleiros, posso gastar uma vida que seria um fósforo furioso na noite escura, tentando acender essa fogueira sem sucesso algum. Se acendo, se não acendo, enquanto isso me inquieto querendo fumar e sonhar muito, e querendo me encher de mistérios, trazer uma mítica metafísica, inflar simbolismo nessas equações tão cinzas. Por que a luta do mundo, a revolução maoísta, enfrentar o imperialismo, a enxurrada das redes, o simplismo: será que a resposta de fato, terminal, teria também o milagre e o ocultismo? Haveria uma conexão entre o Princípio Materialista, a poesia concreta, e a macroeconomia operacional em que tento adentrar, influir, compreender?

Nenhum comentário:

Postar um comentário