Minhas metafísicas concretas (catafísicas)

Sempre volto a essas abstrações metafísicas com base numa concretude total (eu realmente deveria ler Hume)

Como criar uma filosofia tão simples que seja autoevidente mas impossível de desver: uma organização útil

Quando procuro imagens, além de tentar dar sabor, leveza, beleza, busco ao mesmo tempo uma preocupação de aprofundar a própria pesquisa: não tanto uma questão de forma (a comunicabilidade, manter-me vivo no texto) mas também de conteúdo (a comparação é o fio de Ariadne, entrar na mina trazendo uma linha de luz e de telégrafo com a superfície) que por si só descobre novas conclusões, as quais por si só prescindem das comparações e invocam a necessidade de recomeçar o texto

Vontade de listar as coisas mais óbvias que existem: o sol, meu corpo, o vento, a fome e o sono, meu umbigo, a ascensão e o ciclo. E tentar reduzi-las a um punhado de princípios: uma forma de exposição, um fio analítico não como verdade subjacente que prescinde da superfície, mas como mapa mnemônico, atalho, regra de bolso ou do dedão (alavanca, dobradiça)

Impera a falta de um objetivo claro nesse projeto, e sua constante mas episódica, fragmentária, acumulação: chegará ainda a amadurecer para se difundir? ser lembrada, útil, ou parasita, grudada na mente dos outras?

Será eu com muita idade terei enfim versões filhas desse projeto que iniciei crendo que produziria frutos doces em curto tempo e que até hoje me intriga e fascina e talvez ainda por muitas décadas e eu inda esteja no início desta pesquisa, deste encontro? é o que parece mais provável, e então torço para eu ter vida, e tempo, e a mor para levar isto a termo, digo, a frutificações (filhos, bifurcações mensageiras.

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