Dentro dela fica assim: óuóuóuóuóuóuóu...
Aí vem o espermatozóide: vlvlvlvllvllvlvllvlvlv
essas consoantes entram dentro do pulsar das vogais e a palavra sai ÓVULO do feto fato teto tato teta.

Chamam o sexo caverna, a peluda, de aranha, a fenda no baixo delas. Buraco vermelho, onde entra o eixo terra, pináculo eixo, e o vermelho babão chupa e chupa até sair a teia. O outro buraco é preso, é buraco duro, é a contraboca da boca de cima, é a saída entrada de um dentro entre dois foras.

A mulher cresce o corpo, continuidade de corpos na gestação; o homem é teia, plantação de enxertos, fios etéreos entre a semeadura. A única prole dela é aquela que dela sai, enquanto ele prolifera; mas nunca se sabe, se é dele ou de outro, e se for do seu irmão gêmeo? Nunca se sabe.

Da Roma dos lobos, de Rômulo e Remo criados em tetas de loba, guardamos igrejas de latim dourado que vêem no homem uma vacina, que fura o óvulo baixo e insere com sua agulha a alma. A semente da ascensão.

Na linha matriarcal, os filhos machos são servos duma rainha de colméia, e tudo que herdam é dela. Vivam abelhas do mel, seu membro bunda grande balançando, ferroando, transando com flores vulvas e nascendo mel. Néctar. Ambrosia.

Mas nós proclamamos a igualdade, a simetria entre os fios e a carne. Realeza de ambos, ambirreal. Autofagia dos dois sinais em amor guerra. Díade magnética pulsando.

Fim da religião da esterilidade, da dominação da terra pelas sementes. Pela fertilidade universal.

Na República, propunham tirar de toda mulher sua prole, e misturar. Ter os filhas sempre soltos numa massa de crianças sem genealogia. Desatar todos os laços que ligam o sangue. A simetria reta.



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