Nessa convivência com a violência, surgem esses hábitos curiosos, tímidos. Frequentemente, ao me imaginar assaltável, repasso mentalmente os meus pertences, esquadrinhando a bolsa, os bolsos, à pergunta se há algo de valor inestimável comigo.
E então vou elegendo - como criança a um melhor amigo, uma cor favorita - vem esta lista, a colocação: qual é o mais valioso que tenho comigo? Se o computador, ou celular, pelo óbvio? Ou um casaco muito bom e querido, um estojo; pra não falar numa gaita, um quebra-cabeça de madeira que eu mesmo fiz; um livro! documentos, sim, dinheiro cartão chave mas eis que me toma e os olhos arregalam da imensidão, da inestimação estimável: um caderninho!!! Precioso, meu precioso, cada vez mais prenhe dos meus rabiscos (a memória) tão querido em que amo me esfregar os olhos de novo e de novo e de novo... Que me dá alívio terminá-lo para parar de carregar tamanho patrimônio... Que mesmo então eu o tiro da mochila, do bolso e levo apertado na mão, exclamando: "Este, não levarão!"
E então vou elegendo - como criança a um melhor amigo, uma cor favorita - vem esta lista, a colocação: qual é o mais valioso que tenho comigo? Se o computador, ou celular, pelo óbvio? Ou um casaco muito bom e querido, um estojo; pra não falar numa gaita, um quebra-cabeça de madeira que eu mesmo fiz; um livro! documentos, sim, dinheiro cartão chave mas eis que me toma e os olhos arregalam da imensidão, da inestimação estimável: um caderninho!!! Precioso, meu precioso, cada vez mais prenhe dos meus rabiscos (a memória) tão querido em que amo me esfregar os olhos de novo e de novo e de novo... Que me dá alívio terminá-lo para parar de carregar tamanho patrimônio... Que mesmo então eu o tiro da mochila, do bolso e levo apertado na mão, exclamando: "Este, não levarão!"
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