jesus não existiu
não somos capazes de compreender "jesus existe" sem "a crucificação existe".
a única maneira de afastar essa crença fundamental de que deus está morto na cruz é compreender que não houve jesus. houve muita, muita coisa. mas jesus não.
no mais, jesus é uma criação editorial dos concílios patrísticos que selecionavam os evangelhos, e que optaram na alta idade média (por volta do século X, do ano mil) por um eixo narrativo, aos poucos se consolidando em oposição às mil genealogias de judaísmos perdidos, em expulsão dos cristãos gnósticos e suas catedrais e evangelhos apócrifos, os cultos marianos com raízes finalmente em eva ou ecos na madalena (vestígios da diana matrilínea). Tanta coisa pré-verbal nos vitrais coloridos daquelas arenas de reunião do povo analfabeto, quando não havia uma Igreja unificada mas proliferavam igrejas-mesquistas-templos e todo tipo de arena para trazer o divino e sacralizar sacerdotes.
daí a cristianismo: a ênfase no gênesis da subordinação da mulher nascida do ventre masculino, este sim feito à imagem do criador é a inversão materno-paterno; a unificação papal da roma que então demoliu todas as catedrais anteriores, séculos XV-XVII (a revolução anti-ocultista), limpando o imaginário - a memória coletiva - daquelas pinturas, das imagens sagradas (tão influentes, no correr dos séculos, quanto o hermético texto havia sido em seus papiros; ainda que duma influência mais perene, mais geral: dioniso-vernacular); a igreja romana como uma entre uma família de cultos da criança masculina.
jesus não existiu. não me interessam fragmentos arqueológicos de qualquer sujeito que existiu há tanto: isso, houve incontáveis, incontáveis messias, incontáveis vindas de divindades, incontáveis lutas.
Não me interessam os dados históricos transmitidos pelos monges. jesus é uma arbitrariedade para discutirmos o homem-deus sem filhos e a mulher subordinada.
Alicerce da cosmogonia patriarcal. Não houve nenhum jesus real, o que há são muitos símbolos, alegorias como todo discurso divino. O erro é achar que a cruz é real
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